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DanielMeirelesDrHoqueiDaniel Meireles abandonou, para já e por motivos profissionais, a sua carreira como jogador. Depois de dois anos no Tigres de Almeirim onde se sagrou esta temporada campeão nacional da 2.ª Divisão, decidiu dar uma pausa, e nós aproveitamos para ir ao encontro dele para sabermos mais um pouco do porquê desta decisão.

Daniel Meireles, Homem do Norte que por motivos académicos acabou por vir até Lisboa para seguir os estudos, nunca deixou no entanto de manter a chama acesa no que toca ao Hóquei em Patins.
Natural de Paredes, iniciou o seu trajecto na modalidade na posição de guarda redes no Olá Mouriz, Clube modesto mas com um historial rico nas camadas jovens a norte do País.
A sua qualidade não passou despercebida e acabaria por ingressar no FC Porto como Juvenil depois de uma passagem por duas épocas no Valongo. Seria de Dragão vestido que venceria dois campeonatos nacionais de Juniores e dois já como sénior.
A sua vinda para Lisboa leva-o até Paço de Arcos, mas ingressaria no Sporting CP onde venceu o campeonato nacional da 2.ª Divisão. As duas últimas épocas viveu-as em Almeirim, trazido pela mão de Hugo Gaidão, e onde na pretérita época voltou a somar mais um título nacional.
Naturalmente que a primeira pergunta era inevitavelmente saber o porque da saída do Tigres: “A minha saída dos Tigres prende-se com o facto de eu já estar a trabalhar, sendo que em Dezembro escolherei a especialidade médica a seguir... E deste modo, não sei onde estarei em Janeiro! Provavelmente regressarei ao Norte do país de onde sou natural... Tendo em conta que os estágios mais exigentes vão ser agora os últimos deste ano civil, não tenho "força" mental e até física de poder estar ao melhor nível, ainda para mais quando se trata de um contrato que não poderei cumprir até ao fim. Apesar do Pedro Nifo e da Direcção fazerem questão de contarem comigo mesmo nestas condições, não consigo assumir algo que poderei não cumprir por motivos que não posso controlar”, disse-nos.
Aproveitamos para lhe perguntar como tinha vivido esta experiência em terras ribatejanas, ele que viveu duas épocas antagónicas no Clube de Almeirim.
Foram dois anos onde cresci muito. Tenho orgulho de ter sido capitão desta equipa, onde no espaço de um ano descemos ao inferno e subimos a pulso. O HC Os Tigres de hoje é melhor que o HC Os Tigres que encontrei. Há que dar o mérito a quem o tem, mas nunca esquecer as fragilidades que, naturalmente, existem. Na minha primeira época houve mesmo uma altura em que estivemos 2 semanas sem treinar e que, sinceramente, todos pensamos que seria o fim. Mas um ano depois somos campeões, o que veio premiar um espirito de equipa inigualavel e de grande capacidade de sofrimento. Costumo dizer que é mais importante termos consciência das nossas lacunas nas vitórias, porque nas derrotas é fácil criticar. E fomos fortes, sempre conscientes das nossas limitações. Foi um orgulho enorme representar este clube e ter o privilégio de ser capitão desta equipa, onde tenho muitos amigos”.DanielMeireles1A relação especial entre a claque “Ultras Almeirim” e a equipa não passa despercebida a quem acompanha o fenómeno do HP e Daniel Meireles foi claro na sua análise: “Os Ultras são especiais. Não só para nós, mas mesmo no contexto nacional. Toda a gente sabe que o “HC Os Tigres” têm uma claque apaixonante, que nunca abandona os seus, mesmo nos piores momentos. Lembro-me que no dia em que descemos de divisão, estávamos destroçados e o tínhamos um elemento da claque, o Del Drex, ali connosco, no balneário. Merecem tudo da nossa parte".
São dois anos especiais com uma vivência riquíssima que Daniel Meireles viveu em Almeirim. Quisemos saber como se sente no momento de partida de um Clube e um público especial este que mora na Capital da Sopa da Pedra “Fica um pouco de mim, como do Caleta, como de todos os que contribuem para o sucesso. Saio triste, porque a minha vontade seria continuar ali com eles, na guerra. Mas há que ser racional. Em Dezembro logo verei onde ficarei e se houver oportunidade e se for interessante, vou ponderar um regresso à modalidade. Os meus amigos já sabem o que penso e sabem bem que a minha decisão não foi nada fácil. Já tive a oportunidade de me despedir deles e de lhes agradecer. Aos Ultras, que nunca deixem de acreditar, porque são fundamentais. Também tive a oportunidade de me despedir dos elementos da Direcção, que sabem que vou ajudar sempre no que puder. Como tenho dito, um Tigre vai ser sempre um Tigre, e vou lá estar sempre que puder para apoiar”, finalizou.