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Gonçalo Silva é treinador da equipa sénior do HC Santiago, acumala também as funções de Coordenador do Hóquei em Patins, e é uma figura incontornável na modalidade naquele Clube de Santiago do Cacém.

Homem frontal, incisivo, e na maioria das vezes sem “papas na língua”, acaba por ser “marcado” pela forma como enfrenta os problemas sempre na busca do melhor para o Clube e a modalidade. Fomos falar com Gonçalo Silva procurando saber um pouco mais do que se vai fazendo a Sul do Sado, num Clube que procura ano após ano melhor infrastruturas, e o número de atletas.
O hóquei em patins sénior, é naturalmente um dos pontos mais falados, mas abordamos outros temas, que Gonçalo Silva não se escudou de falar.

Plurisports- Gonçalo que balanço fazes da tua equipa quando está decorrido praticamente um terço do campeonato?

Gonçalo Silva- Faço um balanço positivo. Foi um verão muito difícil para nós, pois saíram desde Janeiro passado 6 jogadores no total. Tivemos um regresso pós lesão de um atleta e mais entradas de 4 jogadores jovens que estavam fora e um que regressou a modalidade 7 anos depois. Com todas estas condicionantes e face aos resultados, considero positivo. Podíamos ter claramente mais 6pts, mas não o conseguimos, ainda assim tenho de dar os parabéns aos jogadores pois têm trabalhado bem dentro das capacidades que cada um tem e colectivamente tem sido um grupo esforçado que inclusive para uma equipa como a nossa, que não é candidata a voos mais altos, chega a treinar 4 vezes por semana, isto mostra bem a vontade mostrada até ao momento em que nos encontramos.

Plurisports- Este campeonato, pelo menos até ao momento está a ser muito mais competitivo que os de épocas anteriores. Concordas?

Gonçalo Silva- Sim, claramente este é um campeonato mais equilibrado ainda assim julgo que as 3 equipas mais fortes, Parede, Vasco da Gama e Murches, já se prefiliram para disputarem o campeonato até ao fim, juntamente com o Beja que com todo o mérito está forte e a surpreender até aqui.

Plurisports- Falando da formação do HC Santiago. Que análise fases das equipas que estão a competir nos regionais?

Gonçalo Silva- Temos duas equipas nos regionais e o trabalho que fizeram até ao momento tem sido excepcional, senão vejamos, a equipa de Sub 13 do meu colega Filipe Quintino, que é toda de 1º ano, conseguiu o seu objectivo, que era passar a 2ª fase do campeonato que dá acesso a disputar a ida ao Nacional. Em relação aos Sub 15 equipa também está toda de 1º ano, até há bem pouco tempo foi líder do campeonato, coisa que verdade seja dita, nos estava a surpreender façe a valia de outros adversários, e só não lá ficámos (1º lugar) porque tivemos duas lesões graves de jogadores que são muito mais valias de há 6 semanas mês para cá, onde apenas 1 conseguiu recuperar.
Portanto o balanço que faço é extramente positivo, sentimos nos orgulhosos, pois estas equipas estão a trabalhar bem preparando já a próxima época onde ai sim teremos ainda mais ambição onde ambas serão equipas de 2º ano.

Plurisports- E no que toca à formação, há “matéria prima” para continuar a desenvolver o trabalho?

Gonçalo Silva- No que toca a formação, estamos a trabalhar e estamos quase a conseguir ter mais uma equipa de escolares. No final da época passada o club realizou um bom trabalho na divulgação das modalidades de patins ( HP e PA ) junto das escolas com varias acções didácticas e isso foi muito positivo, ainda assim não chega e tendo consciência disso, estamos já a desenvolver um novo projecto para conseguirmos captar mais atletas para o seio do clube.

Plurisports- És das pessoas, a nível da zona Sul, mais irreverentes e críticas (no bom sentido) de muitas coisas que se vão passando no hóquei. Qual a tua opinião sobre o estado do HP português, e o que, na tua opinião podia ser alterado, tanto em termos regionais como nacionais?

12341620 1079994668700779 591767947793546786 nGonçalo Silva- Esta questão dava pano para mangas, o nosso hóquei merecia outro tratamento de quem manda nele. Julgo que há muito trabalho a fazer, somos ainda demasiado amadores e enquanto assim for não vamos conseguir dar o salto qualitativo que falta. É preciso ser mais rigoroso, mais profissional, é preciso termos mais dirigentes experientes, é preciso cativar sponsors, é preciso criar uma “rede de ligações” que nos permita ter mais visibilidade nos media, é preciso termos melhor formação, treinadores mais formadores/experientes nos escalões mais jovens, termos associações mais activas, ter mais e melhores árbitros, dando lhes formação, nos campeonatos tem de haver rapidamente uma reformulação dos modelos competitivos de forma a garantir mais tempo em competição com objectivos traçados, sem objectivos não se treina não se evolui não se cativa, no fundo falta muita coisa, mas como optimista que me considero, quero acreditar que podemos num futuro não longínquo ter tudo isto e muito mais dando a modalidade o valor que merece.

Plurisports- Olhando para o HP numa perspectiva regional, que opinião tens sobre o trabalho que os Clubes da zona sul estão a desenvolver, e aproveitando o balanço, na tua óptica, a competitividade que existe aí comparativamente ao resto?

Gonçalo Silva- Eu enquanto agente da modalidade, so tenho é de elogiar o trabalho que os clubes do sul fazem e considero-o positivo. Não é fácil hoje ser praticante ou treinador de HP, o material é caro, existem poucos apoios e faltam varias valências aos clubes, mas mesmo com todas estas condicionantes que acredito que outros clubes sem ser do sul tenham, porque hoje em dia falamos todos uns com os outros, o trabalho que se tem feito é positivo a começar pelo facto de termos equipas jovens( bâmbi,benjamins) a dar os primeiros toques na bola, coisa que até a meia dúzia de anos se tinha perdido. Depois há as deslocações que são grandes (muitas delas) e mesmo assim consegue se arranjar o treinador, o seccionista, e os pais que “aceitam” tudo isto e “correm” ao fim de semana de um lado para outro. Por tudo isto e muitas outras coisas que podia enumerar é preciso dar valor aos dirigentes que vão mantendo o HP vivo. Em relação a competitividade aqui sim, pagamos o facto de estar longe e não termos os mesmos recursos que outros têm: treinadores/formadores com mais conhecimentos nos clubes, maior número de jogos por época, mais árbitros com qualidade. Mesmo com estas dificuldades, todos os anos há sempre uma equipa ou duas do sul que se destaca nos Nacionais e estou convencido que no futuro o desiquilibrio pode diminuir, digo isto pois vejo algumas equipas de Sub 13, escolares e benjamins a dar sinais de virem a ter um bom futuro, mas é claro o caminho é muito longo, até se atingir a década de 1990 onde várias equipas de Setúbal eram fortíssimas nos Nacionais.

Plurisports- Quais são para ti os pontos fortes e os menos bons do Hóquei a Sul do Tejo?

Gonçalo Silva- Penso que os menos bons já referi anteriormente, quanto aos pontos fortes, julgo serem o facto de ainda haver vontade de meia dúzia de “Carolas” ( dirigentes, treinadores, seccionistas) que vão levando a modalidade para a frente e numa zona tão grande geograficamente ( do barreiro a Lagos). A boa vontade das pessoas, juntando a ambição e amor a modalidade vão permitindo manter o hóquei vivo no sul do Pais, é preciso não desistir mas é preciso e urgente melhorar várias coisas para que o pouco que há de bom não desapareça.

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