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Paulo Pereira, treinador que deixou o comando da equipa sénior da AD Valongo no passado dia 10 de janeiro de 2016, após a derrota da AD Valongo em jogo da 12.ª Jornada por 2-5 frente à Juv. de Viana no Municipal de Valongo, deu uma entrevista ao Jornal “O Jogo” onde aborda algumas questões que levaram à sua saída.

De acordo com a reportagem, o principal motivo foi a saturação, pois segundo o técnico, “ao longo de 15 anos perdi várias vezes e nunca as derrotas me levaram a pedir a demissão. Foi um acumular de situações.”, fazendo referência ao facto de os recursos não serem muitos, obrigando o treinador da dispersar energias, com áreas fora da sua competência. Quando questionado se se arrependeu da sua decisão, Paulo Pereira diz, “Pensei sofri muito, mas saí de consciência tranquila. … Sei da minha exigência; não estou no hóquei a brincar, saturei-me e percebi que não estava a desenvolver o meu trabalho como deveria”, dizendo que a saída foi ponderada e que não se arrepende da decisão. Nesta reportagem, o treinador abordou também o facto de esperar mais apoio da parte diretiva, especialmente depois do título nacional conquistado em 2014, fazendo também referência ao facto de achar que estavam a prejudicar o Valongo em alguns jogos. “Não permito que brinquem com o meu trabalho nem com o dos meus jogadores. No jogo com o Sporting, como em muitos outros jogos, senti que era isso que estava a acontecer. Senti-me a trilhar uma luta sozinho”. A finalizar, Paulo Pereira abordou ainda o facto de o título nacional conquistado em 2014 ser o ponto alto da sua passagem pela AD Valongo, deixando ainda um agradecimento a todos, em especial ao preparador físico – João Almeida.

Em peça anexa à reportagem principal, Paulo Pereira aponta o SL Benfica como principal candidato à vitória no Campeonato Nacional da 1.ª Divisão, referindo também que espera pelo projeto certo, tendo já rejeitado o convite do Candelária, dizendo que quer continuar, mas só com um projeto ambicioso e bem definido. Além disto, passou também a seguir mais os jogos do filho, com quem conversa sobre os jogos e deixa no ar a vontade de abraçar um projeto ambicioso, passando mesmo pela formação de jogadores, desde que dentro das responsabilidades de um treinador e comenta ainda o facto de olhar para orçamentos de outros clubes e julgar que deveriam lutar por títulos. “Quando olho para orçamento e para o plantel de algumas equipas, penso que têm de ganhar títulos. O que é certo é que tive o privilégio de conquistar títulos com uma equipa teoricamente mais fraca.”

Foto: www.sapo.pt | Fonte: Jornal "O Jogo"

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