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Que antevisão faz do Europeu de Oliveira de Azeméis e nomeadamente do grupo B onde, além de Portugal, estão as seleções da Espanha, Suíça e Áustria?

Vamos ter um grupo competitivo. Teremos um jogo de intensidade máxima com a Espanha mas também um bom jogo com a Suíça, com um grau de dificuldade elevado. Temos, depois, uma Áustria que procura evoluir no espaço de afirmação do hóquei em patins europeu e que merece o nosso respeito. Trata-se de um grupo que nos vai fazer perceber que estamos num Europeu com um nível de dificuldade alto pelo que é preciso trabalhar e fazermos o que se impõe que é ganhar os três jogos do grupo.

Como é que define a seleção portuguesa que vai disputar este Europeu?

É uma seleção homogénea, com muita excelência, com valores afirmados. Por um lado, temos jogadores com muita maturidade como é o caso do Reinaldo Ventura e do Ricardo Barreiros e, por outro lado, jogadores muito novos mas com muito valor que já se afirmaram, demonstrando competências e avidez em transportar para a seleção sénior aquilo que foram os seus trajetos nas seleções jovens.

A Itália vai querer defender o título que detém. Que seleções considera mais fortes e aptas a ganhar este Europeu?

Os italianos são uma seleção a temer. Não podemos falar só na Itália e na Espanha. Temos de ter em conta a seleção francesa e a Alemanha que foi a quarta classificada no Europeu e também no Mundial. É uma formação que transporta, há muito tempo, basicamente a mesma estrutura e os jogadores oscilam muito pouco e possuem qualidade. Às vezes esquecemos a seleção germânica quando saímos do lote das três seleções europeias mais conceituadas. No fundo, todas as seleções vêm para este Europeu fazer o melhor possível e, naturalmente, para vencer, principalmente as seleções mais creditadas. Não creio que a França, a Suíça e a própria Alemanha saiam desse paradigma. Acredito que a Inglaterra venha para evoluir e procurar a sua melhor classificação e a Áustria também. Temos que olhar para uma Espanha, uma Itália, que é campeã em título, e depois olhar para a França, Suíça e Alemanha. Não podemos descurar nenhuma seleção.

Pode dizer-se que o regresso de Reinaldo Ventura e de Ricardo Barreiros são as grandes surpresas da convocação para este Europeu?

De forma alguma. O Reinado Ventura fez uma época excecional. Ele está aqui por direito próprio, pelo mérito e sua competência e, fundamentalmente, pela grande época que fez. O Ricardo Barreiros esteve em grande forma durante o campeonato, foi uma peça muito importante no desempenho da sua equipa e portanto é com naturalidade que está aqui.

A escolha de Oliveira de Azeméis para receber o Europeu tem vantagens especiais pelo público que tem um carinho especial pelo hóquei em patins, por ter um clube como a Oliveirense que luta sempre pelo campeonato nacional, por Portugal ter ganho o último título mundial em Oliveira de Azeméis, pelo facto da cidade ser um talismã…

Com tudo isso ficamos mais confortáveis para disputar esta competição. Estamos juntos da nossa massa associativa, sabemos que estamos num local ímpar e num pavilhão onde foi conquistado o último título mundial. Estaremos também numa pista de um grande clube do hóquei patins nacional e europeu. Portanto temos um conjunto de fatores positivos e vamos olhar para isso e apelar para que todos possam convergir e acompanhar a seleção nacional.

Estão criadas finalmente as condições para Portugal voltar á conquista de títulos europeus e mundiais?

Face àquilo que tem sido o projeto formativo do hóquei português ao nível das seleções e às conquistas e ao domínio do hóquei português ao nível da formação (do qual se fala poucas vezes), há um trajeto neste momento, há jogadores muito jovens com muita qualidade e que transitaram e são campeões em título das camadas jovens e da seleção Sub-23 e que estão quase todos eles na seleção senior. Partindo dessa premissa, acredito que estão reunidas as condições para que Portugal possa entrar em definitivo nos títulos seniores e que possa estar ciclicamente mais perto de ganhar sempre.

A Espanha tem dominado na última década…

Quando se faz esse tipo de análise está sempre subjacente mais o fator de incapacidade da seleção portuguesa do que valorizar os nossos adversários. Se olharmos para a Espanha, que dominado nos últimos anos, temos de reconhecer que foi e é uma grande seleção com enormes jogadores e que fizeram um trajeto face a essa qualidade. A própria Argentina tem apresentado grandes seleções e é campeã do mundo em título. Não nos podemos esquecer destes fatores nessa análise mas a verdade é que nos últimos anos não temos conseguido nem chegar ao título europeu nem ao título mundial.

Sobre a proliferação de estrangeiros nos clubes nacionais concorda com a criação de um campeonato de sub-23 com o objetivo de aproveitar o potencial dos jogadores portugueses?

Não vejo como negativo mais uma competição no hóquei português e muito menos nessa idade onde há um hiato entre a transição dos Sub-20 muitas vezes para os seniores. Com o acréscimo da qualidade dos plantéis, o espaço de redução de entrada dos jovens é cada vez menor pelo que um jovem que vai entrar tem mesmo grande qualidade. Um jovem que seja excelente mas que ainda precise de um tempo de afirmação poderá correr riscos. Não me choca, por isso, que pudesse existir essa competição como uma mais-valia para os jovens dessas idades. É uma ideia interessante que já foi analisada dentro da própria Federação mas terão de se analisar as condições em que ela se deve realizar e perceber também, por exemplo, se os clubes têm capacidades financeiras para a suportar.

Com tantos jogadores estrangeiros nos clubes não se está a retirar oportunidades aos portugueses e, consequentemente, a perder-se talentos para a seleção nacional?

Essa pergunta deve ser colocada a quem dirige os clubes. O que eu já afirmei, como selecionador, é que é preciso continuar a criar espaço para as nossas seleções jovens e para os jogadores manifestarem a sua excelência. É muito importante para mim que o campeonato português seja o mais competitivo de todos e que faça aportar a Portugal os melhores jogadores do mundo. Portanto, se conseguirmos esta simbiose estaremos na presença daquilo que será o ideal porque vai permitir que os nossos jovens evoluam. Não podemos deixar de projetar esta possibilidade.

Como tem evoluído o hóquei português? Em que patamar estamos hoje?

O hóquei português apresenta uma evolução neste momento. Evoluímos do ponto de vista do treino. Todos os treinadores têm muita determinação e vontade em aplicar as suas metodologias. A permuta de informações está mais forte, treinadores e jogadores evoluiram, os próprios clubes estão mais profissionais pois começam a perceber que para terem as suas equipas mais competitivas têm que lhes dar um cunho mais profissional. Não tenho dúvidas de que hoje estamos mais fortes, temos maior projeção a nível da comunicação social, chegamos mais facilmente às camadas mais jovens sendo certo que as crianças entre os 4 e os 6 anos estão a aderir à prática do hóquei em patins. Estamos no bom caminho. É também importante uma evolução na área da arbitragem porque as regras progrediram. A arbitragem precisa de mecanismos para acompanhar essa evolução. Os árbitros esforçam-se e precisam de ser apoiados e acompanhados.

Concorda com o quadro de competições internacionais, nomeadamente a realização dos europeus e mundiais de dois em dois anos?

A modalidade tem uma realidade muito específica. Já se discutiu isso a nível internacional, existindo várias posições. Não podemos esquecer que a modalidade precisa dos países com menor projeção porque estes necessitam de ter competição para justificar a sua manutenção em termos competitivos. As saídas para o exterior justificam isso e fazem com que haja dinâmica. Tem que haver aqui algum equilíbrio e a pergunta que se coloca é se isso não acontecer que alternativas temos, que benefícios é que vamos ter e se efetivamente é esse o caminho que todos nós desejamos. Porque não outro modelo ou outro desenho a nível internacional se for benéfico para o hóquei em patins? Essa reflexão está a ser feita a nível europeu. Discute-se muito sobre qual é o melhor momento para jogar o campeonato da Europa de seniores, se no início ou no final da época.

Que palavras deixa ao público que se deslocar ao pavilhão Dr. Salvador Machado?

Nunca desistam de nós.

Fonte / Foto - www.euroazemeis2016.com

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