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O Jornal "Record" fez uma grande entrevista ao treinador do FC Porto Guillem Cabestany, na sequência da conquista da Supertaça, num jogo louco em que os dragões venceram por 13-7 frente ao FC Porto, num espetáculo memorável. Após a conquista, o treinador falou sobre a vitória e sobre alguns dos objetivos dos dragões para esta temporada. 

«Jornal “Record” (JR): Considera que a Supertaça foi um jogo de loucos?
Guillem Cabestany (GC): Começou com uma situação particular, com o marcador a ser inaugurado muito cedo. O Benfica e o FC Porto têm um estilo de jogo ofensivo e ambas as equipas querem sempre marcar mais. Mas nós conseguimos uma boa vantagem de início; eles fizeram de tudo para recuperar e podemos dizer que isso tornou o encontro num jogo 'maluco', porque as duas equipas estavam 'loucas'.

JR: Toda a gente diz que foi um grande jogo. Para um treinador que tenta colocar muito rigor na sua equipa, é difícil controlar um encontro assim?
GC: Ganhámos e atingimos o nosso primeiro objetivo. Mas, como treinador, sei que o que vai fazer-nos chegar às finais é jogar bem. E jogar bem numa final não passa por sofrer sete golos. Acho que podemos errar, mas se, numa final, ou mesmo como Benfica no campeonato, sofrermos sete golos, dificilmente voltaremos a ganhar. Portanto, a verdade é que temos dever onde errámos. Jogámos muito bem, mas estes pormenores devem ser solucionados já, porque o campeonato não espera. Não podemos sofrer tantos golos frente a um rival como o Benfica ou outros adversários diretos que vamos encontrar esta época.

JR: Sente que o FC Porto foi mais lúcido naquilo que tinha de fazer para ganhar?
GC: Durante a pré-época procurámos voltar a ter a fluidez do jogo, bem como recuperar o sistema de ataque e defesa que tínhamos na época passada. É isso que achamos que nos faz estar mais próximo de ganhar jogos e títulos. Gosto da forma como jogamos, do plantel que temos e da evolução que a maioria dos atletas tem tido. Estamos bem conscientes daquilo que estamos a construir e para onde queremos ir.

JR: Está então cumprido o primeiro objetivo da temporada?
GC: Está feito mais um jogo em que demonstrámos que podemos chegar às finais e vencê-las. Há um ano disse que conhecia o potencial que tínhamos e continuo a saber. Dizia que tínhamos uma equipa para pontualmente bater qualquer adversário. Continuamos a crescer e o desafio mantém-se, porque o campeonato não é apenas um jogo. Para ganhar um campeonato temos de controlar tudo muito bem e conseguir ser regulares, de modo a vencermos jogos de forma continuada. Vamos fazer tudo para atingir esse nível esta temporada.

JR: O FC Porto é, nesta altura, a equipa mais bem preparada para se assumir como candidata?
GC: O campeonato é muito longo, mas sinto que temos capacidade para ganhar a qualquer equipa. E se temos essa capacidade, então somos candidatos!

JR: Coloca nesse lote de candidatos todos de igual forma. FC Porto, Benfica, Sporting e Oliveirense?
GC: Há quatro planteis que têm potencial para ser campeões. O FC Porto, o Benfica, o Sporting e a Oliveirense têm conjuntos de grande qualidade, mas há outra equipa, o OC Barcelos, não tanto pelo plantel, que não tem nomes tão fortes como as outras quatro, mas pela forma joga e como funciona enquanto grupo, que acredito que pode a qualquer momento estar na luta com os principais candidatos. Vamos ver como vai evoluir o campeonato.

JR: O FC Porto foi, dessas equipas, a que mudou menos. Isso pode ajudar?
GC: Estamos mais preparados do que na temporada passada, porque esse trabalho serve- nos de base. Mas se pensarmos que com o que fizemos já dá para festejar, então não vamos ser campeões.

Os perigos do excesso de otimismo
JR: A equipa já joga de 'olhos fechados'?
GC - Já evoluímos bastante enquanto equipa, mas sinto que ainda temos muito para fazer. O grupo está cada vez mais maduro, cada vez estamos em maior sintonia. Afinal de contas, já é um ano de trabalho que levamos juntos.

JR: Mas as vitórias ajudam a esse crescimento?
GC: As vitórias ajudam à alegria do grupo, mas são muito perigosas, porque podem tirara atenção do trabalho, do dia -a - dia. E natural haver agora otimismo e favoritismo para ganharmos os títulos mais importantes, mas se esse otimismo não vier acompanhado do trabalho diário, de voltar a ter a motivação de melhorar todos oscilas, então vão aparecer problemas e isso vai afetara equipa. O processo de crescimento nunca termina, e é isso que temos de fazer, cuidar de todos para que a cada dia sejamos mais fortes.

Crise traz espanhóis para Portugal
JR: Encontra justificação para um campeonato português com tantos nomes oriundos de Espanha?
GC: Em nenhum país por onde treinei me recordo de antes do arranque do campeonato haver tantas equipas candidatas ao título. A crise económica em Espanha faz com que muitos jogadores tenham de sair, porque os clubes onde estavam não os conseguem manter. Como chegam a Portugal hoquistas de grande nível, o interesse de outros atletas pelo campeonato português também cresce. Vamos ter aqui jogadores espanhóis de topo, e se a eles juntamos os argentinos e os portugueses, que também têm muito valor, então estamos perante um campeonato que a nível de qualidade dos atletas é sem dúvida o mais forte. Vamos ver se a qualidade das equipas ajuda a que seja também o melhor campeonato do Mundo.

Liga Europeia - continua a ser objetivo
JR: Sente que pode ajudar o FC Porto a voltar a conquistar um título europeu?
GC: O sistema de competição em Portugal faz com que quando chegamos aos jogos decisivos da fase de grupos da Liga Europeia, simultaneamente temos de jogar contra as melhores equipas no nosso campeonato. E se tivermos o azar de estar num mau momento, ou tivermos alguma lesão, todo o trabalho de uma temporada pode ser prejudicado. Mas a seu tempo olharemos para essas competições com o mesmo pensamento: estar preparados, jogar bem e vencer. Como digo várias vezes, se jogarmos bem estaremos sempre mais próximo de ganhar.

JR: Os adeptos voltaram a mostrar-lhe o apoio. Trata-se de uma ajuda importante?
GC: É sempre especial jogar num pavilhão em que temos dificuldade em falar com os jogadores porque o barulho (e o apoio) é grande. São uma enorme ajuda.»

Foto|Fonte: Jornal "Record"

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