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EDODEcaJogo

«Edo Bosch fala com clara emoção dos títulos ganhos no FC Porto e, em particular, dos dez campeonatos consecutivos, referindo-se a Franklim Pais como "o génio por detrás da máquina"

O deca foi o momento mais alto da sua carreira?
-Pertencer àquele deca foi maravilhoso e inesquecível. Foi juntar duas gerações e era dizer: hoje vamos jogar e ganhar, mesmo que estivéssemos a treinar mal ou chateados uns com outros. Em campo bastava um olhar e tudo funcionava. Éramos liderados por um grandíssimo gestor. O Franklim Pais sempre deu protagonismo aos jogadores. O génio por detrás da máquina que ganhou dez títulos é o Franklim. Se atingi o nível que tive na baliza, devo-o a ele e ao senhor Ilídio Pinto, que esteve sempre do nosso lado.

Tem pena de não ter feito um percurso longo na seleção espanhola?
-Não. O meu sentido de justiça fez-me decidir algo que ainda hoje me mostra que tinha razão.

Alguma vez lhe pediram para representar Portugal?
-Lembro-me de que houve um ano em que se falou nisso, mas nada se concretizou. E não me importaria. Não por vingança, mas porque representar um país é um orgulho. E Portugal não é um país qualquer.

Como foi jogar no Viana?
-Foi muito bom a nível humano. Precisava disso, porque sentia que ainda podia jogar depois de sair do FC Porto. Não ganhámos títulos, mas fizemos um bom lugar e tivemos a segunda melhor defesa.

Do que sentirá mais falta?
-Quando se teve um bom grupo, e eu tive essa sorte, sentimos falta do balneário. Cria-se uma união pelos momentos difíceis e de tensão e é com o grupo que se passa mais tempo do que com a própria família. Vou também sentir falta da ansiedade antes do jogo que é uma coisa maravilhosa; é como a porta da arena quando se abre e o touro sai.»

Foto|Fonte: Jornal "O Jogo"

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