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“Caleta” como é conhecido na tribo Hoquista foi o artífice do triunfo do SL benfica no Nacional de Sub-20 esta temporada.
Substituindo Jorge Godinho no comando técnico da formação encarnada, assim como na equipa “B” das Águias, “Caleta” deu bem conta do recado e a prova disso foi a excelente época que esta formação fez, conseguindo não só o almejado título nacional que na temporada transacta fugira para o OC Barcelos como conseguiu também colocar a equipa “B” (que diga-se é composta exclusivamente por atletas Sub-20) no 2.º lugar, melhor classificação desde a criação da equipa “B”.
“Caleta” já com um currículo interessante enquanto treinador, viu nas ultimas épocas fugirem títulos nacionais por entre dedos, mas desta feita não facilitou e com uma equipa que aos olhos de muitos era, teoricamente, mais fraca que as anteriores, o certo é que levou o Barco a bom porto e somou mais um título para as vitrinas da Luz.
Fomos ao encontro de “Caleta” para sabermos um pouco mais do segredo e o sucesso desta empreitada.

Plurisports- Termina agora uma época longa, desgastante, mas com um sabor especial, com a conquista do titulo nacional de sub-20. Foi uma luta até ao ultimo segundo. Concordas?
Hugo Lourenço- Sem dúvida. Sabíamos que pela qualidade das equipas presentes seria sempre um campeonato com vários candidatos e decididos num sprint final. Poderíamos ter resolvido em Valongo e não conseguimos. Efetivamente com o Barcelos não fizemos um bom jogo quer por demérito nosso, quer por muito mérito do Barcelos, mas o que fica é que fomos campeões nacionais, regionais e ficámos em 2.º lugar na 2.ªdivisão, o que demonstra, caso alguém tenha dúvidas que fomos uns justos vencedores e a equipa mais coesa.

PLR- Olhando para trás e analisando os adversários directos desta prova, esperavas este equilíbrio até final?
HL- No início da fase final identifiquei 5 candidatos ao titulo, mas depressa se resumiu numa luta a 3.Existiram 3 equipas que se destacaram das restantes, mas a verdade é que em qualquer jogo os principais candidatos poderiam perder pontos e como disse anteriormente, nunca duvidei que teríamos campeonato até ao final, como também nunca duvidei que teríamos estrutura mental para aguentar essa mesma pressão até ao fim.
Estamos a falar de um campeonato onde estavam presentes 9 dos campeões Europeus de Sub 20 o que demonstra bem a qualidade das equipas e a dificuldade desta conquista.

drhoqueislbsub20PLR- A sanjoanense foi talvez a grande surpresa, pela positiva neste nacional. Qual o segredo desta formação chegar tão longe, isto na tua óptica.
HL- Antes de mais é uma equipa que trabalha com o mesmo treinador há vários anos e isso ajuda a consolidar processos. Já os tinha defrontado na final4 de Juvenis e verifiquei uma evolução fantástica.
É uma equipa com um 5 base bastante forte, com um belíssimo GR e que depois tinha um atleta com num registo de golos excepcional, algo inédito nos últimos largos anos, registo este que permite que a sua equipa possa ganhar qualquer jogo.
Dar os meus parabéns ao trabalho desenvolvido, assim como à sua massa adepta, que no jogo com o Benfica colocou 2.000 pessoas no pavilhão e que no final não tiveram pejo em parabenizar o vencedor do encontro com uma demonstração plena de desportivismo e cultura desportiva.Foi um prazee jogar lá e foi nesse encontro na minha opinião que nos consolidámos como os principais candidatos ao titulo, algo que no início da prova para a maioria das pessoas não seriamos.

PLR- Falando agora do Benfica. Uma equipa que segundo as opiniões, era, talvez das mais fracas dos últimos anos neste escalão de Sub-20. Qual o segredo para saber gerir não só o grupo como as emoções numa época longa e desgastante?
HL- Considero essa opinião extremamente redutora e injusta. Como disse anteriormente, estamos a falar da equipa campeã regional, nacional e uma das melhores da 2.ª divisão. Os resultados falam pela qualidade desta equipa. O que podemos dizer é que era uma equipa com características diferentes das anteriores, uma equipa menos balística na procura do golo e mais conscienciosa na posse de bola, algo que eu e Godinho identificámos logo no início da época, como sendo a melhor forma de obter o sucesso, ou seja, menos risco e mais maturidade e ainda menos domínio e mais controlo.
Foi efectivamente ao longo do ano uma equipa na sua verdadeira acepção da palavra, onde a sua maturação, consciência e equilíbrio e ainda a cultura de vitória implementada pelo Jorge Godinho nos últimos anos foram determinantes para a conquista do objectivo principal.

PLR- Se considerarmos que este grupo participou no nacional da 2.ª divisão (Equipa “B”) tem que haver na estrutura do Clube um trabalho enorme e de muita qualidade para conseguir gerir esforços de atletas que fizerem largas dezenas de jogos ao longo da temporada.
HL- Efetivamente não é um processo fácil, pois se juntarmos aos jogos de juniores e seniores B, os estágios das selecções, os treinos com a equipa sénior e os processos sociais inerentes a jovens de 18 ou 19 anos, vimos o quão complexo pode ser. O Benfica tem uma equipa pluridisciplinar que permite cada qual ficar responsável pela sua área, o que permite um trabalho mais especifico em prol do desenvolvimento individual de cada atleta e isso ajuda efectivamente a gerir uma época tão longa, depois o facto de termos indo ganhando jogos e ultrapassando passo a passo objectivos internos permitiu que os índices motivacionais estivessem sempre altíssimos e isso ajuda a contornar o cansaço.
Outra das questões foi a aposta óbvia no nacional de juniores em detrimento do nacional da 2.ªdivisão, tal gestão permitiu-nos ir gerindo os atletas para que chegassem ao final da época em condições plenas.

PLR- Falando do futuro. Vais manter-te como técnico das equipa de Sub-20 e Sénior –B?
HL- Sim, era algo que já estava definido antes de acabar o campeonato.

PLR-Quais os objectivos inerentes a este projecto no que concerne aos jogadores. O aproveitamento deste sem equipas competitivas parece começar a dar resultados. Gonçalo Pinto e Pedro Batista são exemplo disso. Essa aposta é para continuar?
HL-Tanto os seniores B, como os juniores no Benfica são vistos essencialmente para projectar jogadores e diminuir distâncias para o plantel principal e prepará-los para o alto rendimento. Mais que resultados desportivos é isso que interessa ao Benfica, mas obviamente que se podermos aliar esta evolução do atleta a conquistas grupais tanto melhor.
O Benfica tem alimentado várias equipas da 1.ªdivisão e do estrangeiro, o que demonstra a qualidade do trabalho efectuado no clube nos últimos anos.
Acredito que Gonçalo Pinto e o Pedro Batista irão evoluir competindo e que poderão ter uma oportunidade no clube ou numa equipa de grandes dimensões, pois quer um quer outro, apesar de totalmente diferentes têm um potencial fantástico, do melhor que há no mundo na idade deles.

PLR- Sobre o modelo competitivo dos Sub-20, qual a tua opinião? Há quem afirme que é longo e desgastante. Tens uma opinião formada sobre isso?
HL- É longo, é desgastante, mas também é o mais justo e o que melhor prepara os atletas para o escalão sénior.
O que eu não concordo é a divisão da fase 1 do nacional em quatro zonas. Se queremos ter as oito melhores equipas é importante fazer só duas zonas com 8 ou 10 equipas e passariam os quatro melhores da zona sul e da zona norte. Não tenho dúvidas que tanto no sul como no norte ficaram de fora equipas que estavam entre as oito melhores de Portugal, mas devido a constrangimentos geográficos acabaram por ficar de fora.
PLR- Falando do hóquei jovem, como vês a evolução nas ultimas épocas e na tua opinião o que poderá ser mudado, se for o caso?12011264 1035582436473951 6506633074841471402 n
HL- O facto de actualmente ser uma modalidade televisiva é muito importante para captar e consolidar o interesse dos jovens na modalidade. Acredito que é cada vez mais importante uma interacção entre a Federação e as entidade educativas, quer ao nível de escolas, quer ao nível de universidades para que cada vez mais existam professores com formação especifica em Hóquei em Patins, pois é nas escolas que existe uma maior base de recrutamento.
Acredito que é na base que se tem de trabalhar e devemos começar por quem ensina a modalidade.
PLR- A quem dedicarias esta vitória
HL- Antes de mais a todos os atletas que nos últimos 3 anos tiveram comigo e que por pormenores não ganharam o campeonato. Fizeram de mim um treinador muito mais apto e não trabalharam pior que esta equipa que ganhou, depois a toda a estrutura directiva e de coordenação do clube por todo o apoio dado à equipa.
Uma palavra para o Jorge Godinho. Trabalhámos em conjunto e dêmo-nos mesmo muito bem. Este titulo tem grande parte de sua responsabilidade. Incutiu uma cultura de vitória que permite acreditar sempre até ao fim que podemos vencer os jogos e por fim como é óbvio à minha mulher e filhas, sendo elas as mais injustiçadas por mim quando algo não corre bem desportivamente.

Foto - António Lopes

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