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Terronia

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Aproveitando esta época de defeso, encontramo-nos com Pedro Chambel, guardião que trocou a AE Física D pelo Saint Omer, em França.
Uma mudança radical na sua vida pessoal e desportiva, mas que segundo Chambel, foi extremamente positiva. Uma realidade diferente, tanto a nível cultural como desportivo, mas que este jovem guarda redes (24 anos) conseguiu assimilar e ultrapassar sem grandes dificuldades.
Ambição, humildade e muita vontade de aprender, foi aquilo que fico implícito nas conversa que mantivemos com o Pedro Chambel num atarde soalheira em pleno Algarve, onde ele se encontrava a passar férias junto da família.

Passado um ano numa nova experiência na tua vida desportiva, que balanço fazes desta temporada que passou?

- Faço um balanço super positivo, até se considerarmos que foi uma mudança radical, tanto a nível desportivo como e cultural, foi um processo de adaptação, felizmente rápido, com o apoio da minha família e do pessoal de Saint Omer. Uma cultura diferente, um ambiente desportivo também diferente, tenho que olhar para trás e dizer que foi muito positivo, e com um adaptação até para espanto meu, muito rápida.
A nível desportivo, foi quase o pleno, conquistamos a Taça de França, faltou-nos apenas vencer o campeonato, que nos fugiu na recta final.
O Clube apresentou-me condições para trabalhar bem, o que facilitou a minha adaptação, tive a sorte (mas trabalhei para isso) de desde o início ser a opção do treinador, num Clube que é uma das potências em França e que tem como objectivos o título nacional e a Taça de França.

O que é que te levou a sair de Portugal, tu que estás no lote “top ten” de guardiões na tua geração?

O que me levou a abraçar este projecto foi o facto de tentar ir à procura de novos desafios e achei que o S Omer a nível europeu tinha objectivos muito interessantes e fez-me pensar bem se não seria melhor uma experiência no estrangeiro para também melhor a nível desportivo e também relançar a minha carreira.

Olhando ao fim deste ano que passou, já tens uma noção sobre o campeonato e a realidade e do HP em França, comparativamente com o HP que se pratica em Portugal.

- Há vários pontos que diferem, mas o que mais se nota é sobre a história da própria modalidade. Nós em Portugal temos uma visão do hóquei muito diferente da de frança. Neste momento, e isso é falado por toda a gente, Portugal deve ter o melhor campeonato do mundo, temos alguns dos melhores jogadores mundiais a jogar em Portugal. A grande dif

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erença que vejo é no hóquei jogado e também na visão técnica do hóquei em patins.

Mas eles a nível de formação estão a trabalhar bem.

- Sim, isso é um facto, a França está a trabalhar muito bem nesta área. Tem muita vontade de se aproximar às grandes potências, como Portugal, Espanha e Itália. E isso vê-se na área técnica onde estão a ir buscar a Espanha, Argentina, Itália de forma a médio prazo estarem praticamente ao mesmo nível das potências da modalidade.

Portugal neste momento está com muitos jogadores a actuar no campeonato francês. É também aqui uma aposta das equipas francesas em se aproximarem das outras mais categorizadas?

- É verdade, há já um lote grande de jogadores lusos e isso prova aquilo que me perguntou. Também aqui a aposta é aproximarem-se de forma gradual das equipas mais emblemáticas do HP europeu.

Em termos pessoais foi uma época rica não só na aprendizagem como desportiva. Quais são agora as tuas perspectivas para a época que se aproxima? Continuar lá por mais alguns anos ou como disseste à pouco, relançares a carreira e voltares?

- Desde que tomei a decisão de partir para Saint Omer, foi numa perspectiva de melhorar desportivamente e este ano foi manter-me lá e no final da época vou pensar, reflectir bem, se continuo, se saio de França. É uma incógnita. Hoje no mundo desportivo, agora estamos num sitio, amanhã poderemos estar noutro e depois depende muito das propostas que nos chegam. Neste momento estou bem em França, gosto da ambição que o Clube tem, gosto dos desafios que me são propostos pelo Clube e para já já o meu pensamento é manter-me lá. Mais tarde, logo se vê.

Houve algumas saídas e naturalmente entradas. Os objectivos no entanto mantem-se?

- O Saint Omer tem dois objectivos que são claros, que são vencer o Campeonato e a Taça de França, e este ano não foge à regra. O Xavier Lourenço (Ex-Alcoy-Espanha) é mais um jogador que esperamos que nos venha trazer algo mais e ajudar aos objectivos do Clube, acredito que ele pode fazer coisas bonitas no Saint Omer, os que lá passaram e saíram fizeram coisas bonitas e foram também responsáveis pela boa época do Clube. Vamos ver.

Estar longe de casa é complicado?

- Uma boa questão. Nunca tinha estado fora do meu habitat natural (Torres Vedras), ao pé da minha família, e lá está foi um processo de adaptação a uma realidade diferente na minha vida e estar sozinho e longe da família, custou, mas habituei-me, e aí valeu muito a ajuda da família, e depois também do Clube, dos adeptos que foram excelentes nos primeiros tempos e naquela fase de adaptação. Fez-me tornar mais homem, mais independente, isso é a lição que tiro.
E estou muito feliz por ser a pessoa que sou hoje. Senti que cresci muito como pessoa e senti isso também como jogador.

Qual é o teu sonho enquanto jogador?

- O meu sonho é jogar por objectivos claros e chegar a uma das grandes equipas de hóquei. Penso que isso é o pensamento da maioria dos jogadores, de querer sempre mais e mais na busca de grandes conquistas e no meu caso o nome que eu herdo leva-me a pensar assim e ir à busca de algo mais. Penso sempre que se hoje eu consegui isto, porque que é que não hei-de conseguir mais ainda? Sou ambicioso e é isso que me leva a ir à procura de coisas novas e o facto de neste momento estar em França é o reflexo dessa minha maneira de ser e estar.

Falando de guarda redes, Portugal tem neste momento um leque de grandes guarda redes. Concordas?

- Sem dúvidas. Basta ver que somos campeões europeus de Sub-17, de Sub-20, de seniores, e campeões do Mundo em Sub-20. Penso que isso diz tudo ou quase tudo da qualidade do nosso hóquei e no caso dos guarda redes não fogem à regra.
O excelente trabalho das equipas técnicas, dos Clubes, deixam antever um futuro próximo muito risonho para o HP em Portugal.

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