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RenatoGarrido

<Renato Garrido, treinador que esteve ao lado de Franklim Pais no "deca" portista, protagonizou a transferência mais surpreendente na reta final do campeonato, ao trocar o Juventude de Viana pela Oliveirense.

Renato Garrido, depois de ter vivido os anos dourados do FC Porto e de se ter estreado como técnico principal no Juventude de Viana, em 2016/17, volta a um emblema com as mesmas ambições dos três grandes. Já na reta final da época, com o Viana a recuperar de uma fase negra, causada por uma invulgar onda de lesões, tornou-se no alvo da Oliveirense, a qual, já fora da Liga Europeia, da Taça de Portugal e com o quarto lugar no campeonato em risco, quis mudar de treinador.

Já a saída do FC Porto para o Juventude de Viana surgiu "como um desafio" no final do primeiro ano de Guillem Cabestany no Dragão. "Pensamos o hóquei de forma parecida, mas temos formas diferentes de estar na vida. Serviu para me situar como treinador e aí senti que podia sair e abraçar um projeto diferente", anotou Renato Garrido, que quis "mudar de um dos melhores clubes do mundo para outra realidade".

"Até aí, via o hóquei do cimo da montanha, depois desci a montanha e passei a ter uma visão mais abrangente. Hoje, sei os momentos complicados por que passam os clubes, do quinto classificado para baixo", considerou Garrido, que se vê como um treinador na "busca do equilíbrio entre uma boa defesa sem deixar de privilegiar o aspeto ofensivo", o que o levou a recordar: "No FC Porto, falávamos que se tivéssemos o rigor defensivo dos espanhóis podíamos ter sido campeões europeus".

Na Oliveirense, o treinador é agora submetido a um teste de fogo ao assumir uma equipa que investe ao nível dos três grandes, mas que desiludiu. Em duas jornadas, o técnico ganhou à ex-equipa (Juventude de Viana), perdeu na Luz e, tendo o Valongo a um ponto, "precisa desesperadamente de pontuar" para se poder apurar para a Liga Europeia, quando falta receber o Turquel, jogar no Dragão, em Valença e em Alvalade.

"Gostaria de ver uma equipa portuguesa ganhar a Liga Europeia", refere Renato Garrido a propósito da final-four que passa já este fim de semana pelo Dragão Caixa, onde fará questão de estar sentado, para apoiar a ex-equipa desde a bancada: "Naturalmente, vou torcer pelo FC Porto, que foi a casa onde cresci".

Olhando para Barcelona, Reus, FC Porto e Sporting, o técnico vê o campeão nacional como favorito: "Tudo é possível numa fase final, mas vejo o FC Porto a atravessar um momento muito positivo. Deve ser a melhor equipa do mundo a jogar hóquei." Para Garrido, atualmente, "há um equilíbrio entre o hóquei espanhol e o português" e, na sua opinião, "o Barcelona de hoje não é o Barcelona de outros tempos, está ao nível de FC Porto, Benfica, Sporting e Oliveirense".>

Foto±fonte: Jornal "O Jogo"