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Reinaldo Ventura realçou este domingo a ambição de continuar ligado ao desporto no futuro, substituindo a vida de atleta pela execução de funções técnicas no hóquei em patins.
"A vida de treinador é estranha: há ex-jogadores que tiveram sucesso imediato e outros que nunca deram nada. Penso muito se será por falta de bases ou experiência, daí querer criar as minhas bases de forma sustentada para, caso tenha qualidade, começar a subir", explicou à agência Lusa o antigo jogador do FC Porto.
Convicto de que não jogará por "muito mais tempo", o avançado dos italianos do Trissino arrependeu-se de ter escapado à formatura em Direito, enquanto era alertado para a necessidade de "proteger o futuro ao longo dos anos", expressa em ocupações temporárias na construção civil, num bar e numa loja de material desportivo.
"Quando saí do FC Porto não estava preparado, mas hoje já tenho interiorizado o fim de carreira. Sei das dificuldades que aí vêm, mas o sentimento de angústia e de pena sai amenizado ao querer continuar ligado à modalidade", notou o dianteiro, portador dos três níveis de treinador e que pondera montar um "negócio pessoal" como "base de apoio".
Reinaldo Ventura, de 41 anos, mal caminhava quando já andava de patins e cresceu nos Carvalhos, de Vila Nova de Gaia, antes de chegar ao Dragão em 1990, onde viveu 26 épocas e venceu 32 títulos, assumindo-se como figura de proa do hóquei em patins.
Campeão europeu e mundial de seleções, o ex-capitão do FC Porto assinou pelo Óquei de Barcelos em 2015, dois anos antes de representar os italianos do Viareggio, numa carreira duradoura mais sustentada pela força psicológica do que pela preparação física.
"É por isso que ainda me sinto capaz e com vontade de acrescentar algo ao meu currículo. Acredito que tantos como eu, que ganharam muito, ainda hoje têm essa vontade porque sentem-se igualmente fortes, senão já tinham abandonado", apontou.

Fonte/ Foto- Jornal “O Jogo”

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