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Reinaldo Ventura quer regressar a casa. Poderá jogar mais um ano ou tornar-se treinador

Depois de uma carreira recheada de títulos, Reinaldo Ventura, de 41 anos, prepara-se para um novo desafio. Há três anos na Serie A1, Reinaldo Ventura conta que a mentalidade é diferente e que, entre os transalpinos, o hóquei é um desporto regional.

Como foi ter saído de Portugal pela primeira vez já após um longo percurso, com inúmeros títulos e um nome no hóquei mundial?
Quando cheguei a Viareggio, foi extraordinário. A receção foi maravilhosa. Fizeram tudo para nos sentirmos em casa. Foi um prazer jogar lá. Digamos que foi uma mudança que teve coisas positivas e negativas. Aprendi muito, conheci outra realidade, mas, nalgumas coisas, tomaria outras decisões.

Não teria ido para Itália?
Se calhar, sim.

Quando e porque decidiu voltar para Portugal?
Ficou claro em novembro, porque achei que era o momento certo e porque tinha um objetivo. Por um lado, gostaria de acabar a minha carreira num clube que me dissesse algo, por outro estou a pensar em começar a ser treinador, o que também é algo que está em cima da mesa. Vamos ver para que lado cai o meu futuro.

Quer ser treinador?
Gostava muito. Há vários anos que tive a oportunidade de dar os primeiros passos. Comecei com o Renato Garrido [ex-preparador físico do FC Porto e atual treinador da Oliveirense e ainda selecionador nacional] nos sub-20 do FC Porto e depois, já no Viareggio, estive com os sub-11 e sub-20 e, no Trissino, com os sub-17. Depois de tantos anos ligados ao hóquei, é quase um processo natural. Não sei se serei como treinador o que fui como jogador. Não quero entrar num projeto de grande envergadura, procuro um crescimento sustentado.

Um jogador de topo é sempre muito acarinhado, já um treinador vive na corda bamba do resultado. Preparado?
Bom, ainda tenho a ambição de jogar, mas, se não acontecer, sim, estou. As pessoas conhecem-me e sabem que o meu nível de exigência é alto. Não consigo estar de outra forma, seja como jogador, treinador ou outra coisa qualquer. Além disso, sei como funciona um balneário e isso pode ajudar-me no futuro nesta nova carreira que quero seguir.

"Não fui eu que me adaptei aos italianos, mas eles a mim"

Após esta crise de saúde pública, o que vai acontecer ao hóquei?
É impossível saber. Cenários de alarmismo não vou fazer. Todos vão ter de se adaptar. Uns vão ter ainda mais dificuldades, outros vão aproveitar-se - haverá de tudo.


Como foram estes três anos em Itália?
O Viareggio e o Trissino são clubes muito diferentes. A começar logo pelo facto de ter mudado da praia para a montanha, até isso teve impacto em mim. O Viareggio é um clube grande, com uma estrutura já feita, em que se lutava por títulos. Conheci outros métodos, outra organização, também cresci como treinador. O Trissino tem uma projeção mais pequena, mas com vontade de ser maior. Falta o hábito de jogar a alto nível, falta cultura desportiva, mas poderá crescer no futuro se tomar as opções certas.


Quais as principais diferenças entre Itália e Portugal?

Algumas coisas, a começar pela formação, que, em Itália, está uns passos atrás da realidade portuguesa. Aqui, o jogo é mais pensado, em Portugal é mais espetacular. Mas também não se pense que aqui se trabalha com menos intensidade; a nível físico também se trabalha bem, mas Portugal é um pouco melhor.


Qual foi então a principal dificuldade?
A mentalidade de trabalho. Vinha habituado a um volume de trabalho que aqui não existia e essa era a minha luta: fazer as pessoas entenderem que não se pode pensar o hóquei só naquelas duas horas de treino ou de jogo, mas sim 24 horas. Tentei que se adaptassem a mim, não fui tanto eu a adaptar-me a eles.


Refere-se à desorganização?
Não. Aqui o hóquei é visto como um desporto de regiões e, em Portugal, é um desporto nacional, que é acarinhado por todos e que todos conhecem. Aqui há regiões que nem sabem o que é hóquei. Em Portugal, há hóquei na televisão e os jornais escrevem sobre a modalidade. Aqui não.

Fonte- Jornal “O Jogo”/ Paula Capela Martins * Foto- Fábio Poço / Global Imagens

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