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Guillem Cabestany, treinador do FC Porto, tem dúvidas quanto ao retomar do campeonato, após a crise da pandemia do coronavírus
Guillem Cabestany, em entrevista ao hoqueipt,.com, abordou a atual suspensão do campeonato devido ao coronavírus e o possível regresso após o Estado de Emergência.
"Quando voltarmos, estaremos a dez por cento. Fazer flexões não é como patinar, rematar ou fazer um contra-ataque. Não será começar do zero, mas quase", afirmou o treinador do FC Porto, que vê muitas condicionantes nas soluções até aqui debatidas.
"Havendo tempo para recomeçar a época, o calendário teria de ser muito apertado; seria termos dois, três jogos por semana. Até podíamos retomar os jogos de um dia para o outro e não haver lesões, mas não seria lógico. Devia haver uma mini pré-época de no mínimo duas, três semanas, que é menos do que o que fazemos quando começamos uma época normalmente", sublinhou o técnico.
"No futebol, coloca-se a hipótese de se alargar muito os campeonatos, mas a realidade do futebol e até do basquetebol é muito diferente da do hóquei. Num desporto em que 90 por cento dos jogadores não é profissional, será difícil jogar nesses moldes", anotou.

"Porque não Europeus de quatro em quatro anos?"
Sobre o Europeu, que acabou de ser adiado para 2021, Guillem Cabestany defende que este campeonato se devia realizar de quatro em quatro anos: "Fui internacional durante duas épocas e estive dois verões sem descansar mas tive colegas que durante 15 anos tinham 15 dias de descanso. Já naquela altura pensava que era absurdo organizar Europeus todos os anos. No caso de Espanha havia jogadores de topo que conquistavam dois, três títulos e já não queriam mais ir à seleção para poderem estar com as famílias. E há ainda seleções em que os jogadores pagam tudo do seu bolso. Algumas seleções até conseguem fazer um Europeu, mas depois falam duas ou três edições por questões financeiras. Porque não um Europeu a cada quatro anos e promover o melhor espetáculo possível e fazer com que esse Europeu tenha cinco vezes mais repercussão?"

Fonte- Jornal “O Jogo” * Foto- Tony Dias/Global Imagens / Jornal “O Jogo”

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