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Hélder Nunes “abre” o livro sobre a atualidade e a sua nova vida no FC Barcelona, não se furtando a nenhum assunto mostrando que está ciente do que atualmente se passa, não só no Mundo como na modalidade. Uma entrevista da responsabilidade do Jornal “O Jogo”, que acaba por ser dividida em duas partes, e que a Plurisports, com a devida vénia, transcreve.

Parte 1
Hélder Nunes, ex-capitão do FC Porto e agora uma das estrelas do Barça, está a viver um sonho antigo numa época surreal.
Com o rótulo de melhor jogador português, Hélder Nunes transferiu-se para o Barça, sendo uma das estrelas da OK Liga. Ao lado de outro português, João Rodrigues, o médio integra uma constelação depois de, no FC Porto, ter sido um dos mais influentes nos três campeonatos nacionais, quatro Supertaças e quatro Taças de Portugal ganhas pelos portistas. Na primeira época em Barcelona prepara-se para ser pai - lá para agosto nascerá a pequena Mia - e, depois de ter considerado 2019, ano do título mundial, o melhor da carreira, 2020 tinha tudo para ser de sonho, mas mais parece um pesadelo. O coronavírus assustou o mundo, em Espanha têm morrido muitas pessoas e Hélder Nunes está, como todos, fechado em casa, na capital da Catalunha, à espera de dias melhores.

Depois da receção ao Vic, a 7 de março, a OK Liga parou. Nessa altura tinha noção da dimensão desta pandemia?
-Acho que todos começámos a perceber a seriedade disto quando íamos vendo o que se passava na China e depois em Itália. Tenho família em Itália, do lado do meu pai, e eles mantiveram o contacto durante vários dias e sempre nos avisaram que o problema era grave, por isso foi sempre uma situação que fomos acompanhando de perto.

Surpreenderam-lhe as proporções que esta crise de saúde pública tomou em Espanha?
-Não, porque Espanha é um país muito turístico e bastava uma pessoa infetada viajar para cá para infetar outras e a corrente espalhar-se por todo o mundo. Espanha não fugiu a esta regra.

Concorda com o adiamento, para junho de 2021, do Europeu?
-Não sei se será a melhor data, visto que uns meses depois há Mundial na Argentina e, dessa forma, ficávamos com mais uma prova no final da época. Para não falar que teremos torneio de Montreux na Páscoa. Ou seja, a contar com o campeonato, são quatro competições seguidas e não sei se vai beneficiar o hóquei em patins, mas certamente que quem manda estará a pensar nisto tudo e irá tomar a melhor decisão.

Tem estado sempre em casa?
-Basicamente, saio para ir às compras e à farmácia, mas sempre protegido com máscara e só em caso de necessidade extrema, porque sabemos que, ficando em casa, a "corrente" quebra muito mais rápido e quero ser uma pessoa mais a ajudar.

Porque optou por ficar em Barcelona?
-Optámos por ficar em Barcelona, porque a Carina está grávida e aqui temos o apoio do clube e da equipa médica para algo que aconteça e, assim sendo, optámos por ficar, pelo bem de toda a gente, sabendo sempre que a família toda está à distância de uma chamada e todos os dias falamos.

"Falo muito com o Gonçalo [Alves], o Poka, o Girão e o João Rodrigues, não só do coronavírus"
Sem as redes sociais, este isolamento seria mais difícil de suportar? Fala com outros jogadores?
-Sim, as redes sociais tornam tudo mais fácil. Vamos mantendo o contacto com os amigos e fazemos desafios através da internet para que o hóquei, neste momento difícil que o mundo está a passar, não fique esquecido e, quem sabe, ajudamos também os pais a divertir os filhos ao tentar fazer os nossos desafios. Falo muito com o Gonçalo, o Poka, o Girão, o João Rodrigues, não só deste tema mas também dos treinos que vamos fazendo, tentando sempre ajudar-nos mutuamente ou então para fazer umas partidas de PlayStation para passar o tempo.

Quando acabar isto tudo, qual é a primeira coisa que quer fazer?
-A primeira coisa que vou fazer será comprar um presente para a Carina, porque fez anos no meio desta confusão toda e estou em falta para com ela. Eu tive mais sorte, porque ainda pude festejar os meus anos [23 de fevereiro] e a minha família veio cá, e foi tudo perfeito.

Acredita que a normalidade chega a tempo de recomeçar a época?
-Não faço ideia, mas todos os jogadores gostariam de acabar a época, garantindo sempre que temos a maior segurança possível.

"Vai haver cortes salariais em todo o clube e nós percebemos"
A crise originada pelo coronavírus tem levantado preocupações quanto ao impacto financeiro e o Barcelona está entre os clubes que já admitiram cortes salariais. Hélder Nunes, esperando que "rapidamente tudo volte ao normal e que todos saiam por cima", reconhece que "o hóquei vai sofrer" e está pronto para apertar o cinto: "Vai haver cortes salariais em todo o clube e nós, jogadores, percebemos, porque o Barça é mais do que um clube, que já nos ajuda muito durante todo o ano, e agora toca-nos a nós ajudar. Serão tempos difíceis para todo o mundo, mas noutras alturas já mostrámos a nossa força e vamos reerguer-nos todos juntos."

Pronto para ir à luta, está também ansioso por voltar a jogar: "Todos sentimos que o trabalho que fizemos até aqui não pode ter sido em vão e queríamos acabar a época, mas também sabemos que é uma situação que não depende de nós."

Fonte- Jornal “O Jogo”- Paula Capela Martins
Foto- Filipe Amorim/Global Imagens/Jornal “O Jogo”

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