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Gigante na baliza, lenda no FC Porto e adjunto na Seleção que recuperou, há um ano, o título mundial, Edo Bosch foi talhado para o sucesso e é com esse estatuto que vive agora uma nova etapa
A ideia de ser treinador andava a marinar até que o Valongo "deu o primeiro passo". O campeão de 2013/14 convenceu o catalão, radicado no Porto há mais de duas décadas e que no Dragão fez parte do famoso deca.

Sempre foi um objetivo ser treinador?
- Quando era jogador, não. Já no fim da carreira comecei a considerar a hipótese. Ser jogador nada tem a ver com ser treinador - é muito mais empolgante jogar - e muito menos com ser adjunto. Mas sempre vivi o hóquei intensamente, percebi que tinha de passar por uma aprendizagem. Uma coisa é perceber de hóquei, outra é preparar um treino, transmitir ideias e tinha de aprender isso. Foi o que fiz nos últimos três anos com o Renato [Garrido].

Entre vários convites, o que o levou a dizer sim ao Valongo?
- Foi o que deu o primeiro passo e fiquei contente com o convite. Estou muito satisfeito por ter aceitado.

Como foi a experiência como adjunto em Viana?
- Rápida e com êxito. Passei a ter de pensar no treino depois do treino. O jogador, depois de três horas de treino, desliga. O treinador prepara, dá o treino e vai para casa a pensar em hóquei. Passei a pensar hóquei quase 24 horas por dia.

E depois na Oliveirense?
- Lidei com grandes jogadores, com quem aprendi, como aprendi com os do Viana. É importante escutar as sensações que eles têm em campo. Uma coisa é o que escrevemos num quadro, outra é o que eles sentem.

Sentiu que faltou ir mais além? Já ultrapassou aquele jogo na Luz?
- Foram dois bons anos. No primeiro ganhámos uma Taça de Portugal e ficámos em segundo, o que não acontecia há décadas. Esse jogo foi complicado. Há bolas que entram e não se vêem, mas esta foi clara. A mesa indicou que era golo, o árbitro não quis ceder e, uma semana de pois, quando pediu desculpa, porque viu na televisão e viu que errou, já não nos devolvia pontos.

A arbitragem é um tema sempre controverso. Olha para ela de forma diferente, agora que é treinador?
- O hóquei é muito rápido e não é fácil de apitar. Quando era jogador protestava nem que fosse só para pressionar e às vezes não tinha visto a jogada, mas sabia que dava para condicionar. Agora, não. Percebo um pouco mais os árbitros.

Como estão a ser os treinos no Valongo? Já está a treinar com a nova equipa há um tempo. Porque quis começar tão cedo?
- Quis ter contacto com os jogadores o mais cedo possível. Queria conhecê-los para ver que sistema aplicar e como ajustá-lo. Logicamente, tivemos de cumprir as recomendações da DGS.

Como jogador já perdeu um título para o Valongo, alguma vez pensou que estaria agora desse lado?
- Nessa altura, nem tão pouco pensava ser treinador. Mas o desporto é assim. Agora, quando cheguei aqui, fizeram questão de me lembrar. Naquela época, tanto o FC Porto e Benfica fizeram uma má época e proporcionaram a oportunidade ao Valongo que aproveitou muito bem.

Tem uma equipa jovem com o guarda-redes Ricardo Silva como jogador mais experiente. Que objetivos traçou?
- Já falei sobre isso com os jogadores. Vamos apresentar um Valongo com os pés na terra, mas que dispute todos os jogos em casa e fora e com qualquer rival. Vou usar a clássica frase de Franklim: "Vamos jogo a jogo" [risos]. Estou emocionado, porque o clube está a fazer tudo para eu me sentir bem, sinto até que levo já muito mais de que dois meses neste clube.

Identifica-se com a forma de jogar do Barcelona?
- O Barcelona, com os jogadores que tem, escolhidos a dedo, pode ter o modelo que quiser. Cada um tem de saber adaptar-se às ferramentas que tem. Gosto do hóquei bonito, mas com inteligência. Não jogámos em Viana, como na Oliveirense e na Seleção. E no Valongo também terei de fazer cedências.

O que leva de guarda-redes para o papel de treinador?
- Sempre achei que a única forma de ganhar era jogar em bloco. O mais importante é a força da equipa e não se se joga aberto ou fechado.

Continua a ser rigoroso, supersticioso, com dificuldade em digerir derrotas ou mudou algo?
- Quando cheguei a Portugal, sabia jogar hóquei, mas no FC Porto aprendi a ganhar, aprendi a não tolerar as derrotas. E levo isso para o Valongo e qualquer equipa em que esteja. As minhas superstições acompanham-me sempre. Agora como treinador vou criar umas novas. Se ganhar um jogo com umas meias azuis, essas meias vou ter de as voltar a usar [risos]

Tem na maneira de trabalhar algo de Franklim Pais?
- Como jogador, conseguiu que eu chegasse a um patamar que nunca teria chegado se não fosse ele o treinador. Ajudou-me a compreender o hóquei português. Como treinador, o Franklim também tinha uma visão sobre a importância da defesa, mas ele tinha uma equipa em que até os defesas, como Filipe Santos, eram dos mais habilidosos. Era difícil ter um sistema muito defensivo, quando o ataque era tão fantástico.

Gostaria de treinar o FC Porto?
- Agora não penso nisso. Depois da carreira que tive como jogador, era um gosto enorme. Significaria que teria feito um bom trabalho e seria bonito voltar, depois de 18 anos de jogador, seguindo a pisadas do padrinho Franklim [risos]. E também queria ganhar como ele.

Vem aí a época mais difícil de antever
Para Edo Bosch, 2020/21 trará "um campeonato duro", com um play-off que lhe agrada, porque "dá a chance ao Valongo de não ter de ser tão regular durante todo o ano". Mas a questão da pandemia mantém-se e o treinador, que espera poder "ter público algures durante o ano", lembra que o protocolo dos testes é inviável - "É complicado fazer testes todos as semanas para os orçamentos das equipas fora dos quatro grandes", reforça - e, sobretudo, receia o impacto financeiro. "Os clubes estão a preparar-se, mas se a crise da pandemia se prolongar a época toda não consigo antecipar como será", afirma Edo Bosch, revelando uma outra faceta, a de "gestor de clientes" no Banco Carregosa, onde trabalha com horário parcial por causa do hóquei. "É também uma coisa que gosto e tenho-lhes a agradecer. A ver se no hóquei vou gerir bem os meus ativos [risos]."

Fonte- Jornal “O Jogo” / Paula Capela Martins * Foto- Jornal “O Jogo” /Paulo Jorge Magalhães / Global Imagens

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