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Eficácia nas bolas paradas decidiu dérbi de hóquei em patins (2-4)

A equipa principal feminina de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal recebeu, este domingo, o SL Benfica e caiu por 2-4 na partida da 14.ª – e última - jornada do Grupo 1 da segunda fase do Campeonato Nacional.

Depois de inícios perfeitos das Leoas em ambas partes, a eficácia nas bolas paradas – águias apontaram os três primeiros golos dessa forma – acabaria por pesar no desfecho desfavorável às Leoas, que assim terminaram a segunda fase no segundo lugar e sofrendo um desaire depois de seis triunfos consecutivos. Agora, para a turma de Alvalade segue-se o play-off de apuramento de campeão – com eliminatórias disputadas à melhor de três jogos – onde tudo se decidirá no que respeita ao título nacional.

Para o último encontro da segunda fase, com os dois emblemas rivais separados por três pontos, o treinador Nuno Pinto lançou a guardiã Cláudia Vicente, Sofia Moncóvio, a capitã Ana Catarina Ferreira, Rita Lopes e Rute Lopes no cinco titular e o início não podia ter sido melhor. Quando ainda não estava cumprido o primeiro minuto, as irmãs Lopes protagonizaram uma transição rápida e Rute assistiu Rita, que só teve de encostar para conseguir uma vantagem madrugadora e um ânimo reforçado na procura do primeiro lugar.

Aguerrida e organizada defensivamente, a turma de Alvalade exibiu-se a bom nível, saindo rapidamente e com perigo em contra-ataque – Inês Vieira ficou perto do segundo - mas mostrando-se também capaz em organização ofensiva. Até ao primeiro desconto de tempo, pouco depois dos dez minutos, o SL Benfica tentou esboçar uma reacção e cresceu na partida, porém Cláudia Vicente mostrou-se muito segura entre os postes.

A seguir, o jogo entrou numa fase de parada e resposta com perigo para as duas balizas: Inês Vieira stickou forte e ligeiramente ao lado, enquanto a encarnada Marlene Sousa acertou no ferro. Já sem Rute Lopes em pista – uma bolada no rosto afastou-a do resto da partida – a fortaleza defensiva das Leoas de Nuno Pinto evidenciou-se – com um contributo assinalável de Cláudia Vicente - mostrando os predicados que fazem do Sporting CP a equipa menos batida a nível nacional (15 golos sofridos à entrada para esta jornada).

No entanto, a pouco mais de um minuto para o intervalo, o ritmo e a acção aumentaram, com a recta final a sorrir às águias. Do lado verde e branco, Ana Catarina Ferreira e Sofia Moncóvio não conseguiram ludibriar a guarda-redes Maria Vieira, enquanto o SL Benfica, por sua vez, aproveitou uma bola parada – convertida por Raquel Santos – para chegar ao 1-1. Ainda assim, o primeiro tempo não acabaria sem um penálti também para o Sporting CP, porém Maria Vieira levou a melhor também sobre Rita Lopes e fixou o empate no fim dos 25 minutos.

Apesar disso, o reatamento seria uma repetição dos minutos iniciais e com ele veio o ímpeto Leonino e também um golo repentino da formação verde e branca: depois de uma ameaça de Ana Catarina Ferreira, Inês Vieira apontou o 2-1. Este novo início de sonho, contudo, rapidamente se torceu.

Se a capitã das Leoas não foi capaz de converter um livre directo para dilatar a vantagem, do outro lado Raquel Santos e Catalina Flores foram mais eficazes e chegaram ao 2-3 com mais dois golos de bola parada. Os índices de eficácia nestas situações iam fazendo a diferença no marcador, castigando severamente a boa prestação do Sporting CP. Pouco depois, o SL Benfica fez o quarto por Marlene Sousa, deixando as contas cada vez mais complicadas para as Leoas de Nuno Pinto, que ainda assim nunca viraram a cara à luta.

A cerca de dez minutos do fim, Macarena Ramos, das águias, viu o cartão azul e Ana Catarina Ferreira voltou a ter um mano-a-mano com Maria Vieira, contudo a guarda-redes encarnada continuou intransponível nestes lances. Até ao final do dérbi, apesar das oportunidades criadas, sobretudo pelas Leoas, o marcador não voltou a mexer, tornando definitivo o 2-4.

Fonte/Foto- Sporting CP

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