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claques final

Um dia depois da final que opôs o SL Benfica ao Sporting CP, partida entre dois dos históricos de Lisboa e que há mais de duas décadas não se encontravam numa final, tempo para nos focarmos noutras componentes desta final que decorreu no Pavilhão “José Mário Cerejo” em Vila Franca de Xira.
Aquando da divulgação do local para esta edição da final four, algumas vozes levantaram-se questionando o motivo desta escolha, pelo facto de o Pavilhão ter apenas uma bancada, o que deixava no ar a ideia de que em caso de um embate entre rivais poderem surgir problemas.
Pois bem, tanto a organização, a AP Lisboa e FPP estiveram excelentes na forma como contornaram esta situação.
Com um efectivo de mais de 100 elementos, nos dois dias da competição, anularam praticamente qualquer intensão que por ventura pudesse existir.
Rigor, e muito tacto no contacto com o público, até por causa de situações muito recentes e que abalaram o bom nome da PSP, o trabalho dos agentes foi exímio, dando uma imagem de uma força policial virada para a prevenção, e aí deram uma goleada nos dois dias. Em sítios estratégicos, e só não passavam despercebidos pelo número de efectivos ali presentes, mas a sua acção foi serena e sempre virada para a prevenção.
O receio de que as claques poderiam trazer problemas acrescidos, acabou por não acontecer, não só porque como já referimos atrás, pelo número de efectivos da polícia, mas também, e isso sim, é de louvar, pelo civismo dos simpatizantes e respectivas claques de apoio aos clubes envolvidos, o Sporting CP e o SL Benfica. Apoio incondicional às suas cores desde o primeiro minuto, com cânticos e muita cor nas bancadas, foi a imagem que ficou desta final. Houve o bom senso de não se provocarem, focalizando o seu apoio às equipas que estavam em rinque. Bonito e de ser referenciado este facto.
Outro facto a ser salientado nesta final four, a novidade da Federação de Patinagem de Portugal ter apresentado os boletins de jogo electronicamente, embora ainda em fase experimental, mas que não deixa de ser um passo em frente na partilha de informações. É certo que foi a primeira experiencia, e que houve erros que surgiram, que irão agora ser rectificados, mas fica no entanto a vontade de a FPP iniciar uma fase de “democratização”, que irá demorar o seu tempo, mas pensamos nós, seja já irreversível este pulo em frente.
Por fim a Organização deste Evento. Cinco Estrelas.
A começar pela massa humana da UD Vilafranquense que se uniu em volta desta final realizada na sua casa, numa colaboração intensa e comungada para o mesmo objectivo, foi por demais evidente. Souberam receber na sua casa os visitantes de forma profissional e simpática, e aqui também uma palavra de apreço à Associação de Patinagem de Lisboa pelo profissionalismo demonstrados e sempre solícitos a cada pedido de quem ali teve que trabalhar, e na forma como souberam gerir as situações pontuais que foram surgindo dando sempre uma imagem de grande organização.
É sempre fácil criticar, ou melhor dizendo, é sempre mais fácil criticar, no entanto neste caso há que dar a César o que é de César.
Numa organização desta envergadura onde entram uma série de factores, e muitos imponderáveis, há que dar os parabéns a quem organizou, e independentemente das tricas desportivas, que não entram nesta equação, devemos no final deste evento enaltecer os envolvidos, que trabalharam em prol da elevação da modalidade, e só tendo ficado algum desencanto pelas figuras de alguns artistas principais deste palco montado em Vila Franca de Xira, que descoloriram, pouco é certo, este magnifico fim-de-semana hoquista.

Que houve coisas que poderiam ter sido melhoradas, outras que eventualmente poderiam ter sido feitas, sim é verdade, mas como diz o outro, não era mesma coisa. Ficou o registo daquilo que vimos, vivemos, e partilhamos, isso sim é que interessa nesta história.