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Plurisports Barbeiro Pluriform

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O Parede FC é o incontestado líder da Zona Sul da 3.ª Divisão, tendo apenas cedido um empate nas 14 jornadas até agora realizadas e que coincidem com o terminar da primeira volta.
Pedro Gonçalves é o técnico da equipa principal do Clube da Linha, acumula a coordenação do HP do Parede, e esta classificação da equipa principal, só poderá surpreender quem estiver eventualmente distraído. Um Clube que à poucos anos estava a passar por dificuldades tremendas, não só financeiras como de identidade, foi aos poucos reerguendo-se e hoje começa a chamar a atenção pelo trabalho que ali se realiza, pelos resultados que estão a aparecer, e mais que isso pela molde humana que neste momento o Clube alberga.
E Pedro Gonçalves tem uma cota parte na responsabilidade do ressurgimento do Parede FC. Ainda jovem mas com uma força enorme em levar avante o projecto a que se dedicou, Pedro Gonçalves é claramente a cara visível do Parede FC neste momento.
Falamos um pouco de tudo, desde o desempenho da equipa no nacional da 3.ª divisão, da formação, do passado e do presente do Clube, de tudo um pouco foi abordado e onde Pedro Gonçalves, jogou sem subterfúgios, melhor dizendo, ao ataque.

Plurisports- depois de na época anterior o Parede FC ter ficado à porta da subida, a confirmação esta temporada que era uma das principais candidatas a subir. Isso está a confirma-se. O que mudou relativamente à temporada anterior?
PG- Penso que, na época passada, houve uma espécie de deslumbramento com os bons resultados da equipa e perderam-se alguns valores que sempre foram a base do nosso trabalho ao longo dos últimos quatro anos. Nunca existiu uma grande vontade de mudar o que estava mal internamente porque, na verdade, a equipa estava a ganhar. Incluo-me a mim, também, no lote de pessoas que tiveram responsabilidade nisso. A verdade é que a equipa não estava preparada para os jogos a doer que a liguilha nos reservou e prova disso foi, por exemplo, o jogo em casa com o CART, em que a ganhar 7-4 a um minuto do fim, permitimos que o adversário empatasse. Este ano conseguimos recuperar todos os valores que sempre guiaram esta recuperação do clube. Apesar da liderança confortável que temos neste momento, não há ninguém deslumbrado e todos os dias se procura trabalhar no máximo das nossas capacidades. Temos um grupo de trabalho profundamente ligado à génese deste projecto e isso é muito importante para que ninguém perca o foco, porque todos sabem que nestes últimos anos já tivemos de enterrar a cabeça debaixo da areia muitas vezes e todos sabem o quanto custou a levantá-la. Ninguém quer que isso aconteça novamente.

PLR- Após a primeira volta terminada, o Parede FC parece incólume à pressão, liderando confortavelmente a zona sul. Olhando para trás que balanço fazes da tua equipa até ao momento?
PG- A pressão existe. Tanto que, quando poucos esperavam, a equipa escorregou. Mas esse empate caseiro com o Cascais foi importantíssimo para nós. Demos uma grande resposta e percebemos que em nenhuma altura poderíamos relaxar. Temos uma liderança perfeitamente justificada e sustentada. Fomos, indiscutivelmente, a melhor equipa da primeira volta. Todos os indicadores demonstram isso mesmo. Tivemos um registo muito bom fora de casa, muito focado numa boa organização defensiva, facto que pesou para que existissem resultados que não foram mais dilatados, especialmente no início da época. O grande desafio começa agora. Considero que a 2ª volta é tão exigente nos jogos fora de casa como foi a 1ª volta nos jogos em casa. Temos de ir a Sines, ao Tojal, a Ponta Delgada, a Cascais, a Castro Verde, a Beja e a Santiago do Cacém. Não será nada fácil. Mas, mais do que motivados, estamos preparados.

PLR- Agora olhando para a “concorrência” que análise fases às equipas que defrontaste até ao momento?
PG- A Zona Sul da 3ª Divisão é bem mais competitiva do que muita gente diz. É, de resto, a única zona em que já todas as equipas ganharam, pelo menos, dois jogos. Lamento que existam jogadores nesta divisão que, em vez de tentarem jogar no limite das suas capacidades, são agressivos e desleais quando confrontados com as suas incapacidades. A 3ª Divisão é, em muitos casos, o asilo de jogadores que, não querendo ir para os Veteranos, continuam a distribuir umas "stickadas" nos jogadores das equipas jovens como a nossa, com miúdos que jogam hóquei só pela paixão que têm à modalidade e que têm uma qualidade técnica enorme. Isso afasta público da 3ª Divisão e leva os jogadores jovens e mais ricos tecnicamente a um estado de saturação competitiva que, muitas vezes, é difícil de gerir. Quanto à nossa concorrência, vejo no Vasco da Gama a equipa que poderá ser a nossa grande adversária na luta pelo primeiro lugar. O Murches e o Beja terão de ser tidos em conta, mas parecem-me equipas menos organizadas que a do Vasco da Gama. Há ainda o Cascais, que se vencer em Murches no Domingo, está na corrida e pode atrapalhar as contas da subida. No entanto, se me perguntares que equipa gostei mais de defrontar, foi a do Boliqueime. Apresentou um hóquei super fluído, descomplexado e positivo. Com uma defesa mais bem sustentada, não tenho dúvidas de que estaria na segunda posição. Ainda assim está na corrida e é uma equipa que tem de ser tida em conta, especialmente a jogar em casa.11110746 1088556757839492 5870239617242766608 n

PLR- É certo que ainda é cedo, mas de qualquer forma, tu, como técnico, já deverás estar a delinear o projecto da próxima temporada. Partindo do principio, que a subida será uma realidade, a equipa está preparada para as exigências que vai encontrar num campeonato mais competitivo?
PG- Tudo está a ser acautelado para o salto que o Parede tem de dar para ir para a 2ª Divisão. Financeiramente, o clube tem de deixar a fase de recuperação e passar à fase de investimento. Quanto à parte desportiva, mentiria se dissesse que ainda não me passou pela cabeça que terão de existir várias mudanças a nível logístico e a nível de plantel. Mas não faz sentido falar de nada que esteja relacionado com a próxima época sem se garantir matematicamente a subida e sem acontecerem as eleições, em Março. E, tendo em conta o frenesim que existiu há dois anos, aquando do último acto eleitoral, faz todo o sentido sermos cautelosos. É preciso perceber se a actual direcção, encabeçada pelo Fernando Piedade, irá continuar ou se, pelo menos, a corrente ideológica que tem guiado o clube vai continuar, independentemente das pessoas que assumam responsabilidades. Temos ainda de perceber se o "grupinho" de pessoas, algumas ressabiadas e que continuam a criar obstáculos, que perdeu as últimas eleições vai voltar a candidatar-se. Caso o faça e ganhe, dá-se uma ruptura total no clube a nível de projecto e ao nível da ideia de clube que se pretende construir. Se isso acontecer, muitas figuras importantes do Parede actual sairão do clube e, o mais preocupante, é que se perderá a honestidade financeira e desportiva que impera hoje em dia. O clube, que está acima de qualquer pessoa, continuará. Mas muita coisa mudará.

PLR- Falando agora sobre o Parede FC. Depois da tempestade, parece que a bonança apareceu no Clube. Uma estabilidade que acaba por ser visível no bom desempenho que as equipas vão registando. Concordas?
PG- Não podia estar mais de acordo. Crescemos a todos os níveis. Em quatro anos, passámos de 45 para 110 atletas federados. Temos todos os escalões e somos competitivos em quase todos eles. Estamos mais exigentes connosco próprios e isso nota-se na forma ambiciosa como vamos olhando para o futuro, esquecendo rapidamente os sucessos do passado. Se os Seniores lideram, todas as equipas da formação já garantiram uma subida substancial nas classificações dos Regionais 2015/2016. Continuamos a ter os Juniores no TOP 5 regional e no Nacional. SUB-13, SUB-15 e SUB-17 estão a criar bases para "atacar" a Taça APL e, nos Benjamins e Escolares, já temos planteis quase 100% formados no Parede e a competir a grande nível. Nos Bambis, temos cada vez mais atletas e já garantimos a continuidade do escalão para os próximos dois anos. Tudo isto porque continuamos a ser uma grande família e porque somos muito felizes nesta casa. Continuamos a ser um fenómeno ao nível da divulgação, dos adeptos e da aproximação humana que existe entre os vários agentes desportivos do nosso clube. Tudo isso se traduz e traduzirá em melhores resultados.

PLR- Numa zona onde o Hóquei é uma modalidade querida, e com Clubes de referência por perto, o que falta ao Parede FC para entrar nesse “Clube”?
PG- Falta tempo. As bases foram criadas. Mas num clube que veio do abismo, só o tempo voltará a colocar o Parede no lote de grandes referências da formação a nível Nacional. Temos de esperar que as gerações que criámos nestes quatro anos subam até aos escalões de competição e, enquanto isso, tentar alimentar essas equipas com jovens de valor que queiram entrar no nosso projecto. Exemplo disso são os Juniores que, todos os anos, recebem jogadores que estão descontentes nos seus clubes ou que são dispensados. E não é por isso que deixamos de ter resultados. Porque, no caso dos Juniores, enquanto uns falam, nós trabalhamos. Porque sabemos que, para manter o nível dos anos anteriores, temos de trabalhar o dobro do que os outros trabalham. Para além do tempo, falta um maior envolvimento do clube na comunidade da vila da Parede, que se traduza em mais adeptos e também em mais apoios financeiros. Como já disse, o paradigma do Parede passará a ser o do investimento e, quando entrarmos nessa fase, temos de ter condições financeiras que evitem que se cometam os erros do passado.

PLR- Para finalizar, e direccionando a pergunta de forma mais pessoal, como estás a viver esta experiência num Clube Histórico como o Parede FC?
PG- É difícil responder a isso sem emoção e sendo apenas racional. Nunca pensei que um clube no qual eu era um desconhecido tivesse a humildade de apostar de uma forma tão forte num projecto criado por um "puto" de vinte anos que tinha acabado de deixar de jogar. Nunca pensei que esse projecto seduzisse tanta gente tão boa e tão capaz, que se identificou com esta causa comum e deu tudo o que tinha nestes últimos quatro anos por este clube. Pessoalmente, foi a experiência de uma vida. Passei aqui os momentos mais felizes da minha carreira desportiva. Fiz amigos que hoje são e serão sempre autênticos irmãos. Conheci referências que idolatro e que me ajudaram a crescer. Ficarei para sempre grato pelo espaço que me foi dado para errar e aprender com o erro. Tornei-me um homem e um líder muito melhor por ter estado no Parede ao longo destes quase cinco anos. Muitos me consideram o catalisador desta recuperação e, não caindo em falsas modéstias, sei que dei um grande contributo. Mas sem o grupo de pessoas que, naquele Verão de 2012, decidiu que o Parede tinha de voltar, nada teria sido possível. O Parede é, hoje em dia, a minha segunda casa e a minha segunda família. Tudo é muito relativo e não se sabe quanto tempo mais durará. Mas, a nível pessoal, apesar de ter colocado o Parede à frente de muitas outras coisas que, na teoria, são mais importantes, voltaria a fazer tudo outra vez. Porque, nestes quatro anos, mudámos vidas e criámos felicidade. E isso foi, sem dúvida, aquilo que me marcou.

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