a c e b o o k
  • Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

  • Hot
  • Top
  • Outras

Xavi Malian aceitou o ...

sábado , Mar. 28 2020
14

Alteração Momentânea

sábado , Mar. 28 2020
169

Clubes apoiam federação ...

sexta , Mar. 27 2020
165

Hóquei fica mais pobre

segunda , Jul. 30 2018
58432

Patinagem reconhecida ...

segunda , Nov. 09 2015
26326

CM Feminino- Portugal ...

sábado , Out. 01 2016
20954

AP Ribatejo – Luís Cunha ...

segunda , Mar. 02 2015
1392

3.ª Div. Norte: ADJ Vila ...

terça , Out. 06 2015
1166

Dragão Caixa estará com ...

quinta , Jun. 01 2017
2923

interiorespluri unhas J

EdoBoschentregaataca

Dezoito anos e 29 títulos depois, Edo Bosch, emocionado, despediu-se do FC Porto na entrevista “mais difícil”, realizada por João Pedro Barros e agora publicada no site do FC Porto.
«O guarda-redes avisou logo de início: esta era a entrevista “mais difícil” da carreira, porque tinha como pano de fundo a despedida do FC Porto, 18 anos depois de ter chegado ao clube, vindo do Noia.
Em vários momentos, os olhos do catalão humedeceram-se: quando recordou os melhores momentos e se lembrou dos anónimos que lhe têm dito “obrigado”, quando falou de grandes amigos como Franklim e Nélson Filipe e quando imaginou defrontar os azuis e brancos na próxima época, em que vai representar a Juventude de Viana.
Mas a despedida é feita com um sorriso: “Quem tem de agradecer sou eu”, confessa Edo, que deixa o clube como um dos estrangeiros com mais anos consecutivos a envergar a camisola azul e branca. Dezoito anos é um número impressionante em qualquer modalidade e país.

Qual é o seu sentimento atual, quando sabe que esta ligação vai terminar dentro de dias?
É muito complicado. Digo sempre que jogar aqui foi um sonho que durou muito tempo. Aqui ouvi falar da cadeira de sonho e para mim o FC Porto foi isso [emociona-se]. Tenho de dizer obrigado ao clube, adeptos, colegas e funcionários. Só tenho de agradecer, nunca pensei que a minha carreira aqui durasse tanto tempo e teria que chegar o dia do fim, como acontece com qualquer desportista. Estes últimos meses foram mais complicados, mas é normal. Cruzo-me com muitos adeptos e ouvir a frase “obrigado por tudo”, vinda de gente que não conheço, deixa-me emocionado.

Assinou o primeiro contrato com o FC Porto a 7 de julho de 1998 e conta que, quando Ilídio Pinto [antigo vice-presidente, responsável pelo hóquei em patins] lhe ligou, achou que era uma piada. Qual era então a expetativa?
Estava em casa, era hora de almoço, isso ficou-me marcado. Falaram-me num espanhol meio estrangeiro [risos] e como andava a receber várias ofertas e comentava isso com amigos achei que era uma brincadeira deles. Depois vi que era mesmo a sério e ainda bem. A minha expetativa era ficar dois ou três anos. Queria dar o salto para um clube grande e em Espanha estava tapado por grandes guarda-redes, pelo que tive a sorte de o FC Porto se cruzar no meu caminho. Juntou-se a fome com a vontade de comer, porque me identifiquei muito com o sentimento do clube e por isso fiquei tanto tempo. Não consigo jogar a feijões, para mim o desporto tem de ser sempre para ganhar e dar o máximo, e isso faz parte do emblema do FC Porto. Não se lê isso, mas qualquer jogador do clube tem de o saber e os que entendem são os que perduram. Chegar ao FC Porto não é uma meta, mas um princípio.

Disseram-lhe logo isso sobre o FC Porto ou percebeu por instinto?
Percebi, sobretudo através do presidente, que desde o princípio deixa claro que o que se quer no clube não é jogar, é ganhar. E depois os colegas, os mais velhos na altura, como o Tó Neves e o Paulo Alves, deixaram isso claro. Ainda bem que o percebi, porque acho que graças a isso consegui chegar um bocado mais longe na carreira. Puxaram por um instinto ganhador que não tinha tão desenvolvido.

Foi logo campeão nacional na primeira época, com António Livramento como treinador, após oito anos sem esse título. Como foi a adaptação?
Tive grandes pessoas que me ajudaram, como o senhor Ilídio Pinto e a família. Era um rapaz de 22 anos que ficou de um momento para o outro a 1200 quilómetros de casa, num país com um idioma que não percebia. Ele e a família foram como segundos pais, fizeram tudo para que me sentisse integrado e, se não fossem eles, em vez de demorar um mês ou dois a sentir-me bem, teria demorado cinco ou seis. Estava sempre atento, a perguntar se precisava de algo, se me alimentava…

E na pista?
Os guarda-redes espanhóis demoram sempre tempo a adaptar-se a Portugal, aos sistemas táticos e a uma forma de jogar mais aberta. A pré-temporada foi um choque, mas lembro-me que em dezembro houve Europeu, em Paços de Ferreira, e já estava no meu máximo. Outros guarda-redes demoram um ano ou nunca se adaptam e têm de ir embora. Foi graças ao clube, ao Porto, ao presidente, ao Franklim [ex-jogador, ex-treinador e atual team manager], aos colegas… Todos fizeram um esforço para isso.

Também se adaptou rapidamente à cidade.
Encanta-me, está cada vez mais bonita. Já não penso voltar a Barcelona: os meus filhos são portugueses, a minha mulher é portuguesa. Podia levá-los para Espanha, mas foi aqui que cresci e me fiz homem. E o carinho das pessoas… Nunca imaginei isto, alguém cruzar-se comigo e querer dizer “obrigado”. Compensa tudo. E quem tem de agradecer sou eu.

Que momento elege como o melhor?
Aqueles dez anos consecutivos a ganhar o Campeonato foram maravilhosos. Uma pessoa que me marcou, a par do presidente e do Eurico [Pinto, vogal da direção e responsável pela modalidade], foi o Franklim. Identifico-me com ele dentro e fora da pista e ajudou-me muito a chegar ao nível a que cheguei. Toda a gente no balneário dizia que era o meu padrinho, que foi a pessoa que me viu jogar uma vez e recomendou a minha contratação, e eu encantado com isso. Adorei que se tivesse cruzado na minha vida, levo daqui muitos amigos e ele é um deles.

Como foi possível ganhar dez vezes seguidas?
Quem veste a camisola do FC Porto tem de ser um grande jogador e estou muito honrado pelo facto de o clube me ter permitido jogar com alguns dos melhores executantes que a modalidade teve. Aquela equipa tinha uma coisa especial: quando chegavam os momentos de aperto, unia-se e era muito difícil de bater. Era tudo maravilhoso e perfeito? Não, tínhamos os nossos problemas, mas quando chegava o momento sabíamos juntar-nos. Na equipa ideal da minha carreira punha o Pedro Gil, o Filipe Santos e o Reinaldo Ventura e deixava um lugar vazio, que podia ser de muitos companheiros. Estes três marcaram a minha carreira.»

Foto|Fonte: FC Porto

workshops para rodapé Noticias EscovaProgressiva