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Melhor final de época era impossível. O HCP Grândola recebeu o HC Braga no “Zeca Afonso” praticamente lotado, o Braga também trouxe inúmeros adeptos, e se ambiente já era infernal, o calor que se fazia sentir era de loucos. O Grândola entrava com uma desvantagem de 2 golos e precisava de 3 para ser campeão.
O HCPG não entrou com tudo, como seria de esperar, porque se o fizesse iria ser goleado por um Braga muito experiente. Então foi tentando ter muita posse de bola para criar as suas oportunidades. Evitando ao máximo jogar em contra-ataque.
A estratégia do HCPG deu resultado, com Bernardino a inaugurar o marcador logo aos 4 minutos de jogo numa jogada de insistência. Estava feito o 1-0.
O Braga tentava atacar a baliza do HCPG em rápidos contra-ataques e com iniciativas individuais, nomeadamente, do seu capitão Ângelo Fernandes e do Pedro “Bekas” Delgado.
O jogo prosseguiu com várias oportunidades em ambas as balizas e, tal como em Braga, “Xico” Veludo e Piteira defendiam tudo o que havia para defender, mantendo as aspirações de ambas as equipas.
Aos 22 minutos, é marcado penalty contra o HCPG e, chamado à conversão, Márcio Rodrigues dispara para uma excelente parada de Piteira.
Aos 24 minutos, o HCPG chega ao 2-0 num remate forte de Ruben que, com um toque subtil, Zezinho desvia para o fundo das redes de “Xico” Veludo.
Ao intervalo, 2-0 e o HCPG só precisava de mais um golo, mas faltavam mais 25 minutos e o Braga iria reagir muito forte.
E foi isso mesmo que aconteceu, o Braga entrou fortíssimo na 2ª parte e Ângelo Fernandes acerta uma autêntica “bomba” na trave do HCPG logo no primeiro minuto.
Aos 6 minutos de jogo, novo penalty a favor do Braga que Ângelo Fernandes não consegue transformar em golo permitindo a defesa a Piteira, mas na recarga o capitão bracarense reduz para 2-1.
No minuto seguinte, Ângelo Fernandes vê cartão azul por falta sobre Zé Bernardo e, Bernardino, chamado à conversão não falha e volta a colocar a diferença no marcador em 2 golos, 3-1.
O Braga acusou, e muito, o golo e assistiu-se ao período mais forte do HCPG no jogo, que com o balanceamento do Braga no ataque o HCPG aproveitou para em 2 minutos aumentar o marcador com Bernardino a fazer o 4-1 aos 10 minutos e Zé Bernardo o 5-1 aos 12 minutos. Com este resultado o HCPG passava para a frente da eliminatória.
Aos 15 minutos, novo penalty marcado contra o HCPG, e mais uma vez Piteira a não permitir o golo na bola parada a Ângelo Fernandes. Na jogada seguinte, o Braga reduz para 5-2 numa jogada em que a bola vai bater caprichosamente nos patins de Ruben e entrar na baliza de Piteira.
Faltava ainda muito jogo para o final e muitas emoções para viver. E ambas as equipas davam tudo pela vitória sob um intenso calor.
Aos 22 minutos, o HCPG atinge a 10ª falta e, no livre-direto Pedro “Bekas” Delgado falha nova bola parada, com Piteira a defender ainda duas recargas mantendo a preciosa vantagem.
O Braga tentava de tudo para reduzir a diferença para ser campeão e o HCPG defendia com “unhas e dentes”, pondo tudo à frente dos remates bracarenses.
Aos 24 minutos, é a vez do Braga atingir a 10ª falta e, à primeira, Bernardino permite a defesa a “Xico” Veludo, mas o livre-directo é mandado ser repetido pois o guardião bracarense mexeu-se antes de tempo. À segunda tentativa, Bernardino marca 6-2 numa fantástica finta e leva os adeptos à loucura.
No mesmo minuto, o Braga responde de imediato e, numa falha defensiva dos alentejanos, reduz para 6-3 por intermédio de Jorge “Rato” Faria.
Os últimos 2 minutos foram de nervos e impróprios para cardíacos, com o Braga a rematar de todo o lado e o HCPG a tentar ter a bola em seu poder o mais possível e a ajudar o seu guardião a defender a sua baliza. Mas o resultado não se alterou, e o “Zeca Afonso” explodiu de alegria e de orgulho junto dos seus campeões!
Foi um jogo gigantesco do HCPG que, não sendo favorito nesta eliminatória, frente a uma grande equipa, recheada de excelentes valores individuais e que vinha com vantagem de 2 golos, venceu com inteira justiça. Os seus jogadores foram incríveis na crença que tiveram de que poderiam ser campeões. O Braga deu tudo o que tinha para ser campeão e os seus adeptos apoiaram até ao último segundo.

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Fonte / Foto – Jornal HCPG