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«O hóquei em patins tem vindo a reconquistar o público português, nos últimos anos. Depois da conquista do Europeu, em 2016, e do segundo lugar no Mundial de 2017, a modalidade voltou a dar que falar, com um campeonato marcado pela introdução de novas regras.
Daniel Oliveira, mais conhecido por Poka, jogador da Associação Desportiva de Valongo (ADV), fala na implementação de uma regra contranatura ao hóquei, no que considera ser o melhor campeonato do mundo.

O campeonato nacional da 1.ª divisão sofreu algumas alterações, tais como a utilização de cronómetros eletrónicos para controlar os 45 segundos de tempo de ataque e a atribuição de tempo ilimitado de ataque a uma equipa que se encontre em inferioridade numérica.

Num país onde o hóquei em patins ainda é pouco valorizado, será que essas alterações vão ser uma mais-valia para chamar a atenção do público e tornar o campeonato mais interessante, ou vão ter o efeito contrário?

Acho que o hóquei podia ser mais valorizado a nível dos media. Entendo por que não o é. Entendo porque, para que haja transmissão pelos media, há necessidade de haver retorno financeiro e, em Portugal, o hóquei não tem muito retorno financeiro para quem investe na modalidade. A nível de transmissões, a nível de empresas, de patrocinadores, de todos os organismos que se associaram ao hóquei, acho que não há muito retorno, infelizmente.

Por outro lado, esta situação das novas regras só vem ajudar a modalidade. Estas regras ajudaram o hóquei a ser mais espetacular, a poder ser mais facilmente televisionado. Ajudaram as pessoas que estão em casa a ver o hóquei a compreenderem o que é que se passa dentro de rinque, o que, muitas vezes, não acontecia.

Em relação às regras em si, há regras que eu concordo que sejam implementadas, mas há pelo menos uma que eu acho que é contranatura ao hóquei. É a questão de uma equipa em inferioridade numérica ter tempo ilimitado para permanecer na sua meia pista. Se o hóquei é espetáculo, se o hóquei é golo, se o hóquei é movimento, teres uma equipa que pode ter a possibilidade, se o conseguir, de estar dois minutos com a bola atrás da baliza deles sem fazer nada, sem tentar marcar um golo, só passar o tempo, acho que não torna o hóquei espetacular. Vimos uma situação destas no final no campeonato do mundo, no jogo entre Portugal e Espanha. A uma dada altura, uma equipa esteve quase dois minutos a defender atrás da baliza deles. Isso não ajuda muito ao que ao espetáculo diz respeito. Em relação à nova regra segundo a qual os 45 segundos do ataque são controlados através de um cronómetro, acho bem. Ajuda os próprios jogadores. Eu falo por mim: os jogadores começam a ter mecanismos e alternativas para lidar com isso.

A nível de cativar o público, acho que o hóquei, por si só, já é um desporto cativante. É um desporto de movimento. E não é sequer comparável ver um jogo de hóquei ao vivo ou ver na televisão. É completamente diferente. E acho que só não gosta de hóquei quem nunca foi ver um jogo ao vivo. Porque, a partir do momento que o faça, certamente vai ser adepto. É uma modalidade apaixonante e acho que isso é o essencial.

O que achas que leva os portugueses a não dar importância ao hóquei, apesar de Portugal ter um dos melhores campeonatos do mundo, os melhores jogadores e ter conseguido inúmeras conquistas na modalidade?

Eu acho que os portugueses ligam muito ao hóquei. Pelo menos os portugueses que conseguem ter alguma noção do que é o hóquei e do que a modalidade proporciona. O hóquei foi, e é, a modalidade que já deu mais títulos a Portugal. Se isso não é um motivo forte para se dar importância à modalidade, deveria ser. Devia ser obrigatório dar importância a isso. É verdade que temos o melhor campeonato, é verdade que temos os melhores jogadores a praticar hóquei em Portugal. Mas, quando tens os melhores jogadores, tens o melhor campeonato, tens as melhores equipas do mundo, e também deverias ter o resto. E, muitas vezes, uma má consequência das regras é que, por vezes, quem decide o jogo são os intervenientes mais diretos – os jogadores – mas o caminho que se leva para tomar uma decisão num jogo nem sempre é o jogador que o toma. São dois, três, quatro árbitros que conseguem, muitas vezes sem saber – ou algumas vezes a saber, e bem – manipular um jogo a nível de faltas e tudo isso.

Não acho que seja a nível das conquistas que não se dá importância à modalidade. Acho que se dá importância, sinceramente. E, a continuar assim, acho que se vai dar cada vez mais importância ao hóquei, porque, como já disse, com o melhor campeonato, os melhores jogadores, as melhores equipas… É imperativo dar importância. Cada vez mais tenho pessoas que eu não conheço que me mandam mensagem para o Facebook. E eu sou, pelo menos no panorama nacional, um jogador de segunda linha no que toca a redes sociais. Porque há jogadores com vinte mil seguidores e eu não tenho nada disso. Sinto que cada vez se dá mais importância ao hóquei e que os jogadores são cada vez mais reconhecidos. Isso há três anos atrás, tirando uns 30 jogadores do Porto e Benfica, de um grupo bastante restrito, era impensável acontecer. Em Lisboa, eu e os outros jogadores do Sporting CP, íamos levar os carros à inspeção, chegávamos lá e os trabalhadores diziam: “Olha um jogador do Sporting!”. E nós pensávamos: “Como é que ele me conhece?”. O que significa que há cada vez mais reconhecimento.

Embora haja, ainda, este pouco interesse no hóquei, pelo menos a nível dos media, a modalidade continua a investir na formação e são muitos os jovens que passam a interessar-se por este desporto e decidem ir experimentá-lo. O que é que leva alguém a escolher uma modalidade que não é tão apoiada no país como é, por exemplo, o futebol?

Vou dar o meu exemplo: eu comecei a jogar hóquei, não porque gostava de hóquei, porque com três anos era impossível gostar de hóquei, nem sequer compreendia o que era, mas sim por imposição familiar. O meu irmão (Ricardo Oliveira, mais conhecido por Caio, que joga no Sporting CP) é sete anos mais velho do que eu. Eu ia ver os jogos dele e gostava. Via meninos a cair, ria-me: pronto, vou para o hóquei. Hoje em dia é diferente. A questão monetária está muito presente. O equipamento é muito caro. Muitas vezes, não consegues explicar a um miúdo porque é que o colega tem patins novos, tem sticks novos e ele não tem. Sendo caro, não está ao acesso de toda a gente. Mas, muitas vezes, é a tal imposição familiar. Outras vezes, eu apercebo-me disso agora, vemos o pavilhão do Valongo com dezenas e dezenas de miúdos a aprender a patinar. Faz parte de protocolos entre a Câmara Municipal e as escolas que têm como objetivo incentivar os miúdos a experimentar, pelo menos. E acho que o hóquei só tem a ganhar com estas iniciativas.

O final do campeonato da época passada ficou marcado pela polémica do SL Benfica, depois de ter empatado no último jogo com o Sporting CP, por alegado erro de arbitragem, ao ser anulado o golo de João Rodrigues que daria a vitória às águias, e esse erro ter dado o campeonato ao FC Porto. Em forma de protesto por esta situação, os “encarnados” resolveram não comparecer ao jogo das meias finais da Taça de Portugal, frente aos “dragões”. Achas que toda esta polémica pode ter manchado a imagem do hóquei e afastado mais o público? Qual é a tua opinião sobre o castigo dado pela Federação de Patinagem de Portugal ao SL Benfica pela falta de comparência?

A situação do final do campeonato decorreu durante um jogo em que eu estava presente (Poka atuou pelo Sporting CP na época 2016/2017). Houve um erro, mas, se calhar, como houve aquele erro, houve muitos outros durante as jornadas todas do campeonato e ninguém disse nada. Só quando é contra é que se fala. Da mesma maneira que vi o SL Benfica a ganhar um jogo com uma bola que não entrou, também vi o SL Benfica a empatar com uma bola que entrou.

Em relação à Taça de Portugal, o castigo foi uma vergonha (o SL Benfica foi castigado com uma multa de 4679 euros). Estamos a falar da situação do jogo. De não haver retorno para os adeptos, para os telespectadores, para a Federação e para a Câmara Municipal de Gondomar, que investiu bastante na organização do evento e não teve um jogo. E o jogo cartaz. Aquela que era uma final antecipada. O castigo imposto foi uma vergonha.

Consideras que a competitividade que está presente no campeonato desta época 2017/2018 e as transmissões de alguns jogos na TVI24 e na RTP podem ajudar a mudar a imagem que o hóquei tem em Portugal?

Sinceramente, acho que a imagem tem mudado. É óbvio que quanto mais tu apareces e quanto mais apareces bem – porque também é preciso dar continuidade à notoriedade que nós temos – melhor é para a modalidade. Porque és falado, és bem falado, que é o que se espera. Há espetáculo, há golos, há público, há pavilhões cheios e isso é o mais importante para haver o retorno para quem investe no hóquei. Temos alguns casos, no ano passado, de cerca de um milhão de pessoas a ver um jogo de hóquei na TVI 24. A própria TVI 24 publicitar o hóquei e dizer que tem muita audiência é uma ótima divulgação. E não é normal teres esta audiência com um jogo de hóquei. Por isso é que acho que cada vez mais a imagem deste desporto está a mudar para um rumo melhor e é isso que todos esperam, principalmente os jogadores, treinadores e quem está ligado à modalidade.

A TVI 24 costuma passar só os “jogos grandes”: FC Porto Vs. SL Benfica, Sporting CP Vs. UD Oliveirense, por exemplo. Achas que se deve apenas à questão monetária? Por que não investir em jogos das equipas que não estão entre os favoritos, onde a competitividade também acaba por ser grande?

Eu tive esta conversa com alguém do hóquei há relativamente pouco tempo. Como é que é possível que, na 1.ª jornada, tenhas os quatro grandes a jogar – e por quatro grandes entenda-se FC Porto, SL Benfica, Sporting CP e UD Oliveirense – o FC Porto está a ter transmissão no Porto Canal, o SL Benfica na BTV, o Sporting CP na Sporting TV e o jogo da UD Oliveirense não foi sequer transmitido. Na TVI 24 estavam a passar as imagens do Porto Canal. Não tem lógica. E foi um UD Oliveirense Vs. AD Valongo. Um jogo emotivo até um minuto ou até 30 segundos do fim. A 45 segundos do fim, a UD Oliveirense estava a perder e, mesmo assim, conseguiu ganhar o jogo. Não consigo compreender a não transmissão desta partida.

Regressaste ao Valongo esta época, depois de estares ao serviço do Sporting CP durante três épocas. Quais são as tuas expectativas para o percurso do Valongo neste campeonato? Achas que há alguma oportunidade de voltarem a festejar o campeonato? Ou os quatro principais favoritos vão acabar por roubar pontos ao Valongo e afastar esse objetivo?

Regressei a uma equipa que me dá condições para, neste momento da minha carreira, ter a visibilidade que acho que devo ter. Regressei a uma casa que conheço, a uma estrutura que conheço, a jogadores que conheço quase todos e com quem já tive o privilégio de jogar. Acho que é o clube ideal para a fase da minha carreira onde me encontro. Vamos fazer um campeonato tranquilo, mas vamos dar trabalho a muita gente, como já o demos. É uma equipa nova, recheada de bons jogadores, com uma média de idades baixa, que já passou nas camadas jovens da Seleção Nacional. Temos campeões da Europa e do mundo. Temos um piso espetacular no pavilhão para a transmissão televisiva. Temos um público que nos dá quase sempre casa cheia. Sou acarinhado, gosto de estar lá, não podia pedir mais.

Quanto aos objetivos do Valongo, essa é uma situação que é muito difícil de acontecer (Valongo sagrar-se campeão nacional novamente). Aconteceu uma vez, e com todo o mérito, mas num ano em que os principais candidatos perderam muitos pontos, o que é muito difícil acontecer hoje em dia. Não retirando o mérito ao Valongo, como é óbvio, mas, este ano, da maneira como estão reforçadas as equipas grandes, é muito difícil de acontecer. Não é impossível, porque não há impossíveis, mas é muito difícil.

O objetivo do Valongo é o quinto lugar. Acima disso, seria uma época de ouro. Mas temos equipas no campeonato que se reforçaram muito bem. Temos a Juventude de Viana, o Paço d’Arcos, o OC Barcelos, que é um crónico candidato nos últimos anos, o HC Turquel, que é uma equipa dificílima em casa, o SC Tomar ,que também tem bons jogadores. Chega uma altura em que não há jogos fáceis e prova disso foi o jogo na última semana com o HC Braga, que subiu agora de divisão: a poucos minutos do fim, estávamos a ganhar por 1 e em risco de perder o jogo.

Em relação aos favoritos, vai ser até à última jornada com as quatro equipas. E não consigo mencionar um favorito, porque dificilmente estas equipas vão perder pontos e, as que perderem, vão perder entre elas.

Não poderia deixar de falar dos torneios que se organizam fora do campeonato e da competitividade da época. O mais emblemático, o Torneio César Fidalgo, acaba por ter um certo caráter mais negativo, devido ao principal motivo da sua organização. Achas que isto ajuda ainda mais na divulgação do hóquei? Tencionas continuar a participar nesta iniciativa?

Não estive presente na edição passada do torneio como jogador, apenas estive no All Star Game (jogo com as “estrelas” do hóquei em patins português, inserido no Torneio César Fidalgo). Este ano, vou fazer uma grande equipa para ganhar o torneio e vou ser o guarda-redes.

Acho que iniciativas como esta são a melhor maneira de fazeres o que gostas sem ser em competição. No All Star, joguei contra colegas que eram da minha equipa durante o campeonato, e isso gera picardias saudáveis entre nós. Acho que o principal deste evento é, sem dúvida, a memória do César Fidalgo (jovem atleta que morreu num acidente de viação). É a iniciativa mais bonita e com mais significado que os amigos do César conseguiram prestar ao amigo que faleceu. E acaba também por ser uma homenagem tanto ao César como à própria modalidade.

Enquanto jogador, tens alguma sugestão para que o hóquei evolua enquanto modalidade?

Tenho uma sugestão para uma nova regra: acabar com a regra dos cartões azuis, que é ridícula (se um jogador for penalizado com um cartão azul, é suspenso por dois minutos e a equipa fica em inferioridade numérica). Isto porque tira espetáculo e tira possibilidade de haver golo, que é o expoente máximo do hóquei. São dois minutos de jogo que vão à vida e, no hóquei, dois minutos é muito tempo. No ano passado, no jogo contra o OC Barcelos, sofremos quatro golos em dois minutos e acabámos por deixar a outra equipa empatar o jogo.

Acho também que o modelo competitivo deveria ser ajustado para play-offs.

Quanto a torneios como a Elite Cup, deveria seguir o exemplo espanhol, visto que, em Espanha, é uma competição oficial. Não é disputada no início no campeonato, mas sim no final da primeira volta. As oito primeiras equipas jogam entre si. Tem muito interesse, porque são os melhores jogadores a jogar, durante três dias, uns contra os outros. Era espetacular ter isso cá.»

Foto: HoqueiPT | fonte: https://www.juponline.pt/desporto/artigo/24131/poka-so-nao-gosta-hoquei-nunca-ver-um-jogo-ao-vivo.aspx

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