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João Rodrigues, numa entrevista à BTV, conta em primeira mão a saída do Clube encarnado e aborda as razões da sua saída, assim como historia a sua passagem pela formação encarnada.
Uma entrevista a ler e que deixamos aqui na integra.

"João Rodrigues está de saída do Benfica para o Barcelona mediante uma compensação financeira por parte do clube espanhol.
Numa entrevista exclusiva à BTV, o hoquista mostrou-se honrado pelas nove épocas de águia ao peito.

A época terminou para o hóquei em patins do Benfica. Para si, trata-se de um fim de ciclo, não é assim?

É verdade, depois de nove épocas muito felizes aqui, chegou a altura de sair, mas espero que seja apenas um "até já". Espero um dia poder voltar, têm sido épocas fantásticas, com muitos títulos e espero um dia voltar.

Vai para o Barcelona. Não foi a primeira vez que o tentaram contratar. Por que razão só decidiu aceitar agora?

Resisti muitas vezes ao Barcelona, confesso que foi sempre difícil dizer-lhes que não, porque é sempre apetecível quando o Barcelona toca à porta. É um grande clube e, no caso do hóquei em patins, ainda mais. Tem 22 Ligas Europeias, que só por si é um historial incrível, e são poucos os jogadores portugueses que lá jogam. Resisti durante algum tempo, o Benfica também fez um esforço para me manter – e eu reconheço isso –, mas senti que tinha de dar este passo para poder crescer, poder aprender, alargar os meus horizontes, poder evoluir ainda mais como jogador. Ter esta experiência também vai fazer de mim outra pessoa. Estas experiências têm esse carácter mais pessoal. Vai ser sem dúvida um grande desafio e só acontece graças às nove épocas que tive aqui. Estou eternamente grato ao Benfica e jamais me esquecerei disso.

O que perspetiva para a próxima época?

Não será nada fácil, estou um bocado assustado [risos]. Mas junto das pessoas de que se gosta, as coisas conseguem-se. Tudo se supera. Realmente vai ser difícil estar longe dos meus amigos, dos colegas do Benfica, que são também meus amigos. Isso vai ser a parte mais difícil. Vai ser difícil também deixar de vir para aqui, um caminho que já fazia quase de olhos fechados. Vai ser difícil não entrar nestes pavilhões regularmente. Mas novas coisas se criam, novos hábitos se vão criar. Esta deixará de ser a minha casa durante algum tempo, vai ser difícil, mas estou pronto para o desafio.

É um desejo voltar ao Benfica como jogador ou noutras funções?

Não o escondo, no desporto acontece tudo muito rápido, mas confesso que é um desejo voltar. Não depende apenas de mim, mas gostava muito de voltar ainda como jogador. Mas como digo, as coisas no desporto mudam muito rápido, e também é preciso manter-me num nível alto, porque jogar no Benfica requer estar num nível altíssimo. Depende em parte de mim, que tenho de me manter nesse nível, e depois depende do Clube, se um dia quiser voltar a receber-me, naturalmente. Primeiro vou trabalhar para desfrutar da experiência de Barcelona.

Como vê a possibilidade de defrontar o Benfica numa competição europeia?

Já pensei nisso. Não quero que isso aconteça, quero evitar ao máximo, mas não depende de mim. Se isso acontecer vou lutar pelas minhas cores, naturalmente, mas confesso que vai ser muito difícil jogar contra os meus amigos, na minha casa, onde passei nove épocas.

Que balanço faz desta época?

Não há como fugir, o balanço é negativo. Queríamos ganhar tudo, como sempre no Benfica. Acima de tudo o Campeonato, que era o grande objetivo, fugiu-nos em casa num jogo em que não podíamos perder. Foi um jogo que nos marcou. Tivemos uma grande oportunidade para sermos campeões, no meu caso de sair campeão. Custou-me muito. A mim e a toda a equipa. Nos últimos cinco anos tínhamos uma derrota em casa e foi num jogo em que já éramos Campeões, mas neste jogo aconteceu o que ninguém desejava.

O Campeonato era o principal objetivo, mas também não nos podemos esquecer que fomos eliminados da Liga Europeia de forma clara no Dragão e na Taça de Portugal as coisas também não nos correram bem. Foi uma época difícil em que as coisas não nos correram de feição. O que as pessoas não podem esquecer é que esta equipa deu tudo. Ao longo da época trabalhámos sempre para inverter estes resultados negativos e estivemos perto de o conseguir. Quem teve a oportunidade que tivemos em casa com o Sporting é porque esteve muito perto de ser Campeão. Saio frustrado por não conseguir sair com mais títulos. A Taça Intercontinental foi importante, prestigiante, mas não era aquilo que no início da época mais queríamos.

Presumo que vá continuar de olho na equipa do Benfica…

Sem dúvida. Já falei com alguns colegas, já lhes disse que o Benfica vai continuar a lutar por tudo, vai continuar a ter uma excelente equipa e estou convencido de que vai fazer uma época melhor do que esta. E vou estar a torcer para que ganhem os jogos todos, menos contra o Barcelona, caso nos cruzemos [risos].

Há algum momento que destaque nestes anos em que esteve aqui?

Há momentos muito especiais que eu vou guardar para sempre. Os títulos, os mais importantes e emocionantes, vou guardar para sempre. A Liga Europeia no Dragão é o momento mais alto destas nove épocas, mas houve outros. Para além dos títulos, o que fica bem guardado são as amizades, são as verdadeiras medalhas que vou guardar para sempre.

Nesta altura da partida, alguma mensagem especial para os adeptos?

Agradeço-lhes, por todo o apoio ao longo destas nove épocas, foram incríveis. Mesmo nesta época, em que as coisas não nos correram tão bem, eles estiveram sempre presentes e tivemos assistências incríveis fora de casa. O meu agradecimento e eterna gratidão, em nome de toda a equipa. Espero que continuem a fazê-lo.

E aos colegas?

É um obrigado. Tive a possibilidade de jogar com alguns dos melhores jogadores do mundo durante estas nove épocas. Destaco alguns, como o Valter Neves, o Diogo Rafael ou o Pedro Henriques, com quem tenho uma relação de mais anos. Esses merecem um obrigado ainda maior, primeiro por me aturarem, mas porque são realmente grandes homens e que dão tudo dentro da pista. Quando jogava no Paço de Arcos tinha o Valter Neves como referência e ter tido a oportunidade de jogar com ele estes anos todos foi fantástico.

Quais são as diferenças do João que chegou do Paço de Arcos para o que sai para o Barcelona?

O João quando chegou nunca sonhou poder ganhar tudo o que ganhou ao serviço do Benfica. Nunca pensei vencer tudo o que havia para vencer a nível de clubes. É um João realizado e com vontade de ganhar mais. Não podemos viver de memórias, temos de renovar constantemente os nossos objetivos e este desafio também é para isso, para além de querer aprender muito com uma cultura desportiva diferente.

Qual é o papel do Benfica na sua vida?

Teve um papel gigante, até porque conheci a minha mulher no Benfica [risos]. Como as pessoas sabem, o Benfica é o meu clube de sempre, só aí, o facto de poder dizer aos meus filhos que joguei no Benfica será motivo de enorme orgulho. Daí eu dizer que quero um dia voltar, porque realmente aquilo que se sente, que se chora pelo clube do coração não há dinheiro que pague isso. E quero voltar a sentir isso.

João Rodrigues

PALMARÉS DE JOÃO RODRIGUES NO SPORT LISBOA E BENFICA
2 Ligas Europeias (2012/13 e 2015/16)
1 Taça CERS (2010/11)
3 Taças Continentais (2011/12, 2013/14 e 2016/17)
2 Taças Intercontinentais (2013/14 e 2017/18)
3 Campeonatos Nacionais (2011/12, 2014/15 e 2015/16)
3 Taças de Portugal (2009/10, 2013/14 e 2014/15)
2 Supertaças (2010/11 e 2012/13)

Fonte/Fotos- www.slbenfica.pt  * Texto- Luís Afonso Guerreiro * Fotos- João Paulo Trindade