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Hoquei Paulo Almeida New 1

<O treinador da equipa feminina de hóquei em patins, Paulo Almeida, analisou a temporada que findou e projetou a próxima. Deixou rasgados elogios às jogadoras que lidera, considerou que 2017/18 foi “uma época fantástica”, mas aponta já às metas que se seguem. O técnico revelou, ainda, como é treinar uma formação feminina.

O que retira da temporada que agora terminou?

Uma época fantástica. Em cinco competições em que a equipa entrou, vencemos quatro e chegamos à final da Taça Europeia – é a única coisa que está um bocado entalada na garganta, tanto a mim como à equipa. Queríamos vencer as cinco competições, não foi possível, mas tenho de dar os parabéns às minhas jogadoras que fizeram uma época fantástica e agora merecem as suas férias para aliviarem um bocado o stress. Esta equipa não se vai cansar de ganhar, também já têm a mística do que é o Benfica, que é o ganhar, só o primeiro lugar é que interessa. Estas jogadoras são grandes estudantes e trabalhadoras, porque não me posso esquecer que à quinta-feira treinamos das 22h às 23h30, saímos do pavilhão à meia-noite, e chegamos a casa à 1h da manhã sendo que às 6h30 algumas estão a levantar-se para ir até às faculdades e trabalhos. Três delas estão a estudar para ser médicas, outras para professoras de educação física, e até nisso elas são muito grandes. Tenho de lhes dar o meu agradecimento publicamente e além das jogadoras, ao Benfica, porque me dá condições para trabalhar esta equipa. Depois ao público, porque a cada ano que passa, temos conquistado muitos mais adeptos nos pavilhões porque os adeptos do Benfica também já se começam a identificar muito com esta equipa. É uma equipa ganhadora.

Como é que se desenvolveu o carinho que existe entre a equipa e os adeptos?

São seis anos de existência, seis Campeonatos Nacionais, cinco Taças de Portugal, seis Supertaças e uma Taça Europeia. Se me perguntarem quantos títulos a equipa já ganhou, não sei dizer. Sei que são muitos e que estão no Cosme Damião. Não me posso esquecer de um final da Taça Europeia no Pavilhão da Luz completamente cheio. Nem as minhas jogadoras já tinham jogado com tanta gente no pavilhão e depois, na decisão do Campeonato Nacional, a uma terça-feira, dia de semana, às 22h, o pavilhão estava muito bem composto. Se ganhássemos aquele jogo éramos hexacampeãs. E por isso é que digo a elas, que a cada jogo que passa, a cada fim de semana, elas conquistam muito mais adeptos. É isso que elas têm de perceber e para o ano estamos cá para lutar pelas cinco competições outra vez.

De que forma se trabalha uma equipa vencedora?

Há uma coisa que lhes digo que também aconteceu na minha carreira. É fácil chegar ao topo, o problema é ficar no topo alguns anos. Só as melhores conseguem chegar ao topo e por lá ficar, por isso é que elas agora não querem baixar. Por isso é que estão há seis anos a ganhar quase tudo a nível nacional, também já venceram a nível internacional uma competição europeia, queremos voltar a ganhá-la. Esse é o meu objetivo, motivar estas jogadoras que já ganharam tudo o que havia para ganhar e que ganham ano após ano. Todos os anos coloco objetivos à equipa e também individualmente para não baixarem o ritmo, porque aquela questão de mais minuto, menos minuto, ganhamos o jogo às vezes pode ser prejudicial. Quero motivá-las com objetivos. Apesar de serem objetivos internos, posso revelar um: este ano era tentar vencer o campeonato sem perder um ponto e a equipa conseguiu. Às duas guarda-redes, por exemplo, coloquei o objetivo de sofrer menos do que os 14 golos que tínhamos sofrido na temporada passada e sofremos apenas 10. Nas férias vou pensar em novos objetivos para a próxima temporada.

Ainda há uma grande diferença entre as equipas espanholas e portuguesas?

É evidente que as equipas espanholas, que já têm hóquei há muitos anos, têm um grande respeito pelo Benfica, têm muito respeito por nós. Isso também se reflete na seleção nacional. Vai decorrer em outubro o Campeonato da Europa, em Portugal, e digo às minhas jogadoras que enquanto não conseguirem ganhar um Campeonato do Mundo ou um Campeonato da Europa estão sempre a correr para trás. Estas jogadoras, a nível de seleção, querem demonstrar que são capazes de ganhar essas competições. Temos lá três jogadoras, porque duas recusaram por motivos pessoais, mas se tivéssemos as cinco jogadoras que compõem o cinco base do Benfica, que acho que todas têm qualidade para lá estar, acho que deviam aproveitar as rotinas.

Como é lidar com o grupo de mulheres?

Não é fácil, lidar com mulheres… [risos] Para mim, o que custou realmente foi o primeiro ano. Costumo dizer-lhes que o Titanic vai em alto mar e agora é só retoques. Elas já sabem quando é que o Paulo Almeida está chateado ou quando é que está para brincar. Antes do treino brinco com elas, começa o treino é para trabalhar. Depois do treino, voltamos a brincar porque tem de haver um bom espírito. E acho que isso também tem sido importante, porque uma pessoa que não tem alegria para vir treinar é preferível ficar em casa.

E a equipa técnica liderada pelo Paulo Almeida, como é?

Quando se ganha, ganham todos. Como quando se perde, também perdem todos. E às vezes há pessoas que têm tanta importância como o treinador. Neste caso as duas seccionistas, o meu treinador-adjunto, o fisioterapeuta… São pessoas que às vezes não aparecem e também são muito importantes. Se o fisioterapeuta não tratar das jogadoras, elas não podem treinar. Se as seccionistas não tratarem das fichas de jogo e dos equipamentos, não podemos jogar. E o treinador-adjunto, que eu acrescentei este ano, foi um miúdo que quando eu era jogador do Benfica nos seniores, ele estava nas camadas jovens do Benfica, e ele pedia ao pai para ir rapidamente buscá-lo à escola porque ele adorava ver os treinos dos seniores e adorava ver o Paulo Almeida jogar. Ele agora é professor de educação física e eu em boa hora lembrei-me dele, porque se tu falares com as jogadoras, todas te vão dizer que o treinador-adjunto é um bocado a minha balança. Todas adoram o Pedro Alegria. Todas o aceitaram muito bem, temos um grande espírito de grupo.

Que interpretação faz dos adversários internamente? Dá ideia que estão cada vez mais fortes…

Sem dúvida. Elas sabem que a cada ano que passa se vai tornar mais difícil. Todas as outras equipas também já se estão a reforçar. Já sabemos de algumas movimentações de alguns clubes em relação a algumas jogadoras, mas é evidente que se mantêm os tradicionais candidatos, o Benfica, o Stuart [Massamá], o Carvalhos, o próprio Campo de Ourique, que foi uma surpresa este ano, pela primeira vez a entrar no campeonato ficou logo em quarto lugar. Naturalmente o campeonato vai ser mais competitivo. Temos de manter equipa no topo e focada.

Como encara a entrada das novas equipas femininas no universo benfiquista?

As mulheres ficam satisfeitas porque há mais mulheres em mais modalidades, concretamente no futebol. Toda a gente está ansiosa para ver a equipa a jogar, para ver mais uma modalidade feminina e cada vez mais nos pavilhões e nos estádios não são só os homens e os rapazes, também são as senhoras. Acho que cada vez mais é importante para o Benfica ter as modalidades todas.>

Foto±Fonte: SL Benfica - Texto: Luís Afonso Guerreiro - Fotos: Telma Silva e Arquivo / SL Benfica