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Seis dias. É o espaço temporal que falta para o Europeu de Hóquei em Patins ter início, na Corunha. Luís Sénica, em entrevista ao jornal Record, contou como está a ser preparada a seleção campeã da Europa, que continua em estágio no Luso.
«Estamos dentro dos objetivos. Tínhamos uma preocupação devido à longa época que os jogadores tiveram, mas também porque uns pararam mais cedo do que outros. Neste momento estamos satisfeitos com o que temos feito. Do ponto de vista emocional e motivacional, a equipa está bem, coesa, segura, tranquila e tem dado boas respostas na questão da gestão física. Estamos no caminho certo, ainda que falte acertar algumas coisas. Os jogos-treino têm-nos dado bons indicadores, uns muito positivos, outros que nos têm ajudado a refletir e a corrigir algumas nuances do próprio treino, que é o procedimento normal, mas estamos muito satisfeitos», explicou, admitindo esperar uma Espanha «diferenciada do que aconteceu no Europeu de há dois anos, muito próxima da realidade do que aconteceu no último Mundial», a jogar em casa, olhando também para dentro do seu grupo, com especial atenção à França dos irmãos Benedetto.
Portugal entra nesta competição como campeão em título (conquistado em 2016, em Oliveira de Azeméis), mas nem por isso Sénica dá o favoritismo à equipa das Quinas. Esse vai para a Espanha, anfitriã desta edição e atual campeã do mundo.
«O principal candidato é o campeão do Mundo, que joga em casa. Para além disso, o campeonato do Mundo sobrepõe-se ao campeonato da Europa, logo o principal favorito terá de ser a Espanha, que ganhou o Mundial. Mas creio que isto não pode ficar só entre Portugal e Espanha. É necessário estender isto à Itália, espreitar a França e ver se não aparece uma outra surpresa. Recordo que a Alemanha já foi 4ª classificada num Europeu e num Mundial. A Suíça já foi vice-campeã do Mundo, numa prova em sua casa. Às vezes isso acontece, ora porque se mudaram jogadores, ou porque mudaram o treinador, ou mesmo por ser um ano bom, o que muitas vezes acontece», frisou.

Já sobre promessas, o selecionador nacional não se colocou em bicos de pés, comentando que «prometer títulos antes de jogar qualquer jogo é algo que não faz grande sentido».
«Prometemos trabalho. Prometer títulos antes de jogar qualquer jogo é algo que não faz grande sentido. Obviamente jogamos para ganhar, jogo a jogo para ganhar, queremos e sabemos qual é o nosso objetivo e o nosso desejo, mas para já o que prometemos é trabalho e que tudo faremos para estarmos na disputa do título. Conseguir o bicampeonato era qualquer coisa de muito importante para nós. Historicamente, temos de olhar muito para trás para encontrarmos algo idêntico», referiu.

Fonte- www.zero.zero.pt 
Foto- Jornal Record