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<Nelson Filipe, guarda-redes do FC Porto, explicou a O JOGO a importância da vitória frente ao Sporting a uma semana do início do campeonato

Nelson Filipe, de 33 anos, peça importante na conquista da Supertaça, acompanha hoje a equipa ao museu do clube para entregar a Supertaça António Livramento, troféu ganho ao campeão. Na Mealhada, o campeão ficou a ver a festa portista, quatro meses depois de, em Alvalade, ter sido ele a celebrar. Nelson Filipe admitiu que vencer este jogo deu confiança para reaver o título.

O que dá mais gozo é ganhar a terceira Supertaça consecutiva, regressar às vitórias depois da derrota na Taça Continental ou vencer o campeão nacional?

Ter ganho ao campeão é sempre bom, mas não é um troféu. Mais importante aqui é ter ganho a Supertaça, independentemente de ter sido a terceira. É também uma forma de marcarmos a nossa posição, uma vez que vai ser uma época muito competitiva.

E era especialmente importante depois de terem admitido que a derrota com o Barcelona tinha afetado a equipa?

São provas distintas. Não devemos condicionar a forma como abordamos uma competição em resultado do que se passou na prova anterior. Já se tinha levantado a ideia que, em Barcelos, a determinada altura no jogo começou a pesar o fator de termos perdido a Liga Europeia com o Barcelona, e até pode ter acontecido, mas é algo que não pode acontecer e muito menos neste clube, onde há uma tradição grande no hóquei e há sempre o objetivo de conquistar títulos. Perdemos na semana passada, se calhar de forma injusta, mas tínhamos uma semana para recuperar física e mentalmente. Esta vitória é importante, mas não apaga o que se passou na Taça Continental.

De forma injusta porquê?

Porque fizemos um bom jogo e a dada altura podíamos ter passado para a frente e não conseguimos. Injusta não será a melhor palavra. Inglória: porque o Barcelona também fez um bom jogo.

O FC Porto ganhou 22 Supertaças e as suas são quantas? Contou? Alguma tem uma história especial?

Contei nove. Se calhar, a Supertaça ganha na Mealhada, ao Benfica, deu-nos, na altura, uma força extra porque o Benfica dominava e sentimos que éramos capazes de o derrotar, sendo que acabámos por ser campeões. Esperemos que aconteça este ano.

Encarou como a desforra do jogo do título? O que achou do campeão?

Preferia ganhar esse jogo e ser campeão do que ganhar uma Supertaça. Trocava. São momentos distintos. É uma mensagem interna e externa. Nestes dois, três meses, com jogos entre candidatos ao título, as equipas ainda vão evoluir muito e este jogo não será um indicador tão claro do que está para vir. Quanto a este Sporting: não sei se não será prejudicial ter 12 jogadores, mas, mesmo deixando de fora jogadores como o Pedro Gil, o Sporting mostrou uma qualidade muito elevada e disputou o jogo com o FC Porto taco a taco. Independentemente disso tudo fomos superiores.

O que foi mais difícil neste jogo?

Entrámos bem. Até ao intervalo foi um jogo tático, ninguém queria arriscar muito e as duas equipas deixaram isso para a segunda parte. Entre o 2-1 e o 3-1 fomos unidos mostrámos aí a nossa força, Manter o Sporting a dois golos foi importante, embora o que decide é o 4-1.

No final os colegas apressaram-se a rodeá-lo, foi um obrigado?

O trabalho foi, sobretudo, coletivo. Sentimos que foi uma vitória importante, porque em algumas cabeças podia estar a pairar o jogo da semana anterior, porque havia jogadores que chegaram agora e era importante que começassem a ganhar e porque para a equipa era importante sabendo que nas primeira sete jornadas teremos jogos complicadas e ganhar já ao campeão dá-nos confiança. Foi um festejo coletivo. Eu, como estou velhote, não fui eu ter com eles, vieram eles ter comigo.

Como vê a falta de eficácia nas bolas paradas? Os treinadores dizem que é cada vez mais difícil marcar. Porquê?

Tem muitas vezes a ver com quem está na baliza. Temos de dar mérito a quem defende. Pesa também o momento do jogo, quem está baliza. Mas está a criar-se a ideia de que é preciso haver muitas bolas paradas para decidir um jogo. Estas alterações às regras, com as advertências verbais, podem levar a que haja mais bolas paradas. Não acho lógico. Ninguém quer que um jogo seja decidido em bolas paradas. Um jogador pode ser advertido por dizer que não é falta, depois volta a ser advertido por simulação e isso leva a um livre-direto: faz sentido? Já tinham sido criadas regras para aumentar a eficácia das bolas paradas e isso não aconteceu. Os guarda-redes estão em desvantagem pelo facto de não haver apito e têm de estar na linha do golo. Mas a eficácia é de 75 por cento de acerto para o guarda-redes e e 25 para o jogador.

Como viu as críticas à arbitragem?

O lance que termina o jogo é à minha frente. Considero que não é penálti. Foi um corte limpo do Gonçalo [Alves]. As situações mais penalizadoras para o Sporting são situações em que o cartão tem de ser mostrado, da mesma forma que foi mostrado ao Hélder [Nunes]. No global, fomos superiores e, se calhar, essa superioridade obrigou o Sporting a ser mais faltoso.

O que acha das alterações às regras?

Foi benéfico voltarmos à situação de 4x3 em que as equipas com três jogadores sejam obrigadas a atacar. Sobre as advertências mais valia irmos para os cartões amarelos.

O Barcelona é o maior obstáculo do FC Porto?

É um erro pensar assim. Esta equipa não se pode valorizar pelo Barcelona. Não pode achar que está ao nível, abaixo ou acima do Barcelona. Deve ter em conta os objetivos e o patamar onde tem de estar para os conquistar. É uma opinião unânime que o Barça é a melhor equipa do mundo mas isso não faz com que seja a bitola para as outras equipas. Não podemos achar que estamos ao nível do Barça e depois levar ao relaxe no campeonato. Hoje em dia, é tão ou mais difícil ganhar o campeonato do que ganhar uma Liga Europeia.

O que retirou o FC Porto desse jogo?

Fizemos um bom jogo; essa é a parte positiva. Recuperámos uma desvantagem de dois golos e empatar o que é complicado. Podemos melhorar na capacidade mental em finais. Não vale só a qualidade dentro de campo. As finais são jogos duros de jogar e quando jogamos contra eles é possível perceber isso. Nunca vi o Barcelona débil mentalmente. Tem sempre vozes de comando. É um trabalho que leva muitos anos. Passo a passo estamos a aproximar-nos e temos de continuar.

Egurrola continua a ser o melhor guarda-redes do mundo?

Se virmos o seu trajeto em 20 anos e a qualidade que mantém é difícil discordar. A parte mental faz dele um dos melhores de sempre.

O fim do sorteio condicionado leva a que as decisões surjam mais cedo?

É natural que à 20.ª jornada isso aconteça mas os candidatos vão ter muita pressão em muitas pistas e não apenas nos confrontos entre elas.

O que significa a vitória do Marinhense frente ao Benfica num torneio de pré-época?

Se calhar é moralizador para o Marinhense mas no que diz respeito à ambição e competência do Benfica não o afeta.

Na última época, a Oliveirense ficou arredada do título de forma surpreendente. Mudou metade da equipa e de treinador. O que antecipa sobre este candidato?

Tem uma equipa forte. Trocaram de treinador a meio da época passada por isso já ganharam rotinas e não partem atrás. Na Elite Cup ganharam ao Benfica, perderam com o Sporting nas bolas paradas, contra o FC Porto, no torneio da Maia, fez um jogo muito igualado. Não vai ficar fora da luta pelo título como em 2017/18.

Custou muito o terceiro lugar?

Só me tinha acontecido em 2014. Queremos ser campeões. O sorteio põe-nos à prova porque os adversários têm os jogos difíceis mais repartidos.

Qual é a equipa mais completa e taticamente mais organizada?

É o FC Porto. Mas dizer isso em outubro vale o que vale. Temos de o ser todos os meses.

O grupo da Liga Europeia, que começa com um jogo de interdição, e que tem o Reus e o Lodi é para ganhar?

A interdição não afeta o nosso objetivo que é ganhar o grupo, passar aos quartos de final e ir à final-four.

O que levam ao FC Porto Cocco, Poka e Hugo Santos?

O Poka é um bom defesa, com meia-distância, que se encaixa bem, o Cocco vem de uma realidade diferente e precisa de uma fase de adaptação e Hugo Santos, que veio mais tarde porque esteve na Seleção sub-20, terá de evoluir de forma mais rápida para chegar a este patamar. A nossa equipa já joga junta há algum tempo e eles mostram vontade de entrar nas rotinas.

Prefere a titularidade ou a ideia de dividir a baliza com Carles Grau?

Qualquer jogador gosta de jogar o máximo de tempo. Na baliza, o FC Porto tem dois guarda-redes com qualidade e temos de saber conviver com essa rotatividade para sermos úteis à equipa. É salutar. O Carles [Grau] tem muita qualidade e merece jogar muitos jogos.

Ele parece mais sereno, ao contrário de si que barafusta mais. Enerva-se muito?

Na fase defensiva o guarda-redes é quem tem melhor perceção do jogo e é importante haver uma voz de comando. Gosto de ser interventivo porque é a minha forma de ser.

Herdou essa forma de estar de Edo Bosch?

Se calhar. Quando se joga tantos anos com um guarda-redes como o Edo que atingiu o nível que atingiu e se vê que ele sentia essa necessidade vemos que temos de nos fazer ouvir. O guarda-redes quando fala é por um motivo, é porque quer o melhor para a equipa. Digo muitas vezes ao Grau que tem de falar mais, mas cada um tem a sua forma de ser.

A Seleção Nacional é um objetivo?

Os meus objetivos são ganhar títulos no meu clube. Se a época for bem sucedida é normal que faça sentido ir à seleção, mas o principal objetivo é o que faço durante a época.

Como viu este ano as derrotas da Seleção A, sub-20 e sub-17?

Não deixa de ser um sinal de alerta porque nos últimos anos ganhava-se nas camadas jovens. Se calhar, é mais preocupante a forma como se perdeu na Taça Latina. Em seniores, na final a Espanha foi muito superior e há que refletir sobre isso. Na China, contra todas as expectativas, também ganhou o Mundial e chegou ao Europeu, este ano, num momento de forma muito bom. Na Taça Latina, que é uma prova virada para o futuro, foi uma derrota contra Espanha, França e Itália. Está a criar-se ideia que os jovens não têm oportunidades por causa do número de estrangeiros que jogam cá. Os jovens têm de construir a sua carreira passo a passo e estão a chegar muito cedo ao topo e não estão preparados. Têm de ter humildade para jogar num patamar mais baixo até chegarem a um patamar superior.

O que pensa do hóquei entrar no mercado das apostas?

É bom para a visibilidade da modalidade. Há cada vez mais gente a apostar e se o hóquei lá estiver haverá mais gente a acompanhar. O ponto negativo é se houver casos de suspeita de jogos combinados porque basta parecer não é preciso que realmente tenha acontecido. Uma suspeita dessas é algo que se vira contra o campeonato visto como o melhor do mundo.>

Foto±fonte: Jornal "O Jogo"