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Guarda-redes projetou a receção ao Sporting de Tomar e também abordou o polémico jogo na Luz
Coube a Nélson Filipe fazer a antevisão do FC Porto Fidelidade-Sporting de Tomar da quinta jornada do campeonato, a disputar-se este sábado, no Dragão Caixa, (15h00, Porto Canal). O guarda-redes falou sobre um adversário de qualidade - que sofreu as três derrotas no Nacional diante do Benfica (2-5), na Luz, da Oliveirense (2-3) em casa, e do Sporting (0-1), em Alvalade – e sobre um jogo em que os portistas encaram como uma oportunidade para dar uma resposta de força face ao que aconteceu, há uma semana, no clássico na Luz.
O polémico jogo com os lisboetas não poderia passar ao lado da conversa com o internacional português, que assumiu a frustração dos jogadores por não terem alcançado o principal objetivo, ganhar, e por terem sentido que não os deixaram jogar - "Foi tudo menos um jogo", definiu então Guillem Cabestany. 'Filipão', como é conhecido no balneário, refere-se às decisões da equipa de arbitragem que prejudicaram o FC Porto - e que, aliás, motivaram um comunicado por parte do clube - e pede respeito pelo trabalho diário de um grupo que, garante, “é muito resiliente”.

Frustração e respeito
“Sentimos uma grande frustração porque o nosso objetivo era chegar lá, jogar hóquei e tentar vencer o jogo e com o decorrer do jogo constatámos que essa missão seria muito difícil, para não dizer impossível. À medida que o tempo passava, sentíamos que não nos estavam a deixar jogar, o que nos leva a pensar que não estão a respeitar o nosso trabalho, chegando a um ponto em que não conseguimos manter a serenidade nem jogar hóquei, sendo por isso normal que tenha havido alguma exaltação da nossa parte.

Deixem-nos jogar!
“Sentimos uma grande frustração no sábado e na segunda-feira chegámos à conclusão de que aquilo que nós podemos fazer é continuar a trabalhar como até aqui, na expectativa de que as coisas que não são da nossa competência mudem e nos permitam jogar hóquei. O facto de o jogo ter decorrido daquela forma não afetou o nosso trabalho, porque somos um grupo muito resiliente e por isso conseguimos ultrapassar essas situações.”

O crescimento do Tomar
“O Tomar, de há uns anos para cá, tem feito um bom trabalho, mantido uma base na equipa, tem-se reforçado e, realmente, esta época tem feito bons resultados – perdeu pela margem mínima com a Oliveirense na última jornada, já tinha perdido apenas por 1-0 com o Sporting, no Pavilhão João Rocha. Por isso, temos que estar de sobreaviso, sabemos que será um jogo muito difícil, mas em que queremos dar uma resposta até para provarmos que estamos vivos.”

Eficácia e concentração
“O Tomar é uma equipa que sofre poucos golos, por isso teremos que ser uma equipa muito eficaz e muito concentrada, com a consciência de que o jogo se pode decidir por uma margem reduzida de golos, por isso também temos que manter o nosso equilíbrio defensivo e nas transições ofensivas também temos que ser muito eficazes.”

O apoio e o carinho dos adeptos
“Depois do último jogo, se tivermos o apoio e o carinho e o apoio dos nossos adeptos, teremos uma força extra e também vamos querer brindá-los com um bom jogo e sobretudo com uma vitória.”

Fonte- FC Porto