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3 Cabeleireiro Inicial

Terronia

vnev

Valter Neves expressa a tristeza no balneário após o adeus ao treinador. Com 15 anos de casa, diz que o Benfica vai dar a volta.
O Benfica chega à pausa natalícia no segundo posto depois de empatar em casa do Oeiras. Com mais jogos do que Oliveirense e FC Porto, pode cair para quarto. Já escorregou em quatro partidas, a uma de igualar toda a última campanha e o treinador Pedro Nunes saiu. Valter Neves, a comemorar 15 anos de águia ao peito, puxa dos galões de 11 anos de capitão e a O JOGO explica pela primeira vez o momento que o clube vive.

O Benfica está há dois anos sem vencer troféus. É vital ser campeão?
-É sempre necessário o Benfica ser campeão. Seja porque já ganha há dois anos seguidos, seja porque não ganha há alguns anos. Entramos num campeonato como candidato crónico ao título.

Pedro Nunes acabou por cair... Como ficou o balneário?
-É um facto que existia pressão. Mas, quando diz que o Pedro foi o primeiro a cair, a realidade é que todos caímos. Quando ganhamos, ganhamos todos... quando perdemos, perdemos todos. Não esperávamos passar por este momento.

O que espera do novo treinador [Alejandro Domínguez, selecionador espanhol]?
-Queremos adaptar-nos o mais rapidamente possível aos novos métodos e trabalhar afincadamente para que, em conjunto, atinjamos uma boa performance para ganharmos o que temos pela frente.

Ainda acredita que o Benfica pode ser campeão?
-Independentemente da posição que ocupamos agora, o clube nunca baixa os braços e estamos na luta. Queremos vencer o campeonato.

No início da época prometeu-se um Benfica menos vertiginoso. Alcançaram esse propósito?
-Com a evolução do hóquei, mas também do campeonato - que está cada vez mais competitivo - É preciso uma certa estabilidade, coerência em todos os sectores.

Já não são só os confrontos diretos com os grandes a fazerem diferenças?
-Hoje em dia, o campeonato é disputado não nos jogos entre as quatro equipas candidatas, mas em todos os outros pavilhões. Sabemos que não podemos facilitar mais.

Carlos Nicolía é um dos melhores do mundo. Cria desequilíbrios, mas muitas vezes o Valter e outros colegas pedem-lhe contenção.
-Sabemos que há jogadores que têm essa genialidade. Cabe à restante equipa saber ajudar os jogadores a soltar o génio nos momentos certos. Sou um resguardo. Os desequilibradores têm de se sentir seguros para arriscar.

Como descreveria os quatro candidatos?
-Sporting [1.º], Oliveirense [3.º] e FC Porto [4.º] têm muita qualidade individual e coletiva. São experientes e conhecemo-nos bem.

Vê semelhanças?
-As quatro são diferentes na forma de jogar. Há pontos em que uns são mais fortes, outros onde são mais acessíveis.

E quanto a ambições europeias?
-Primeiro, ultrapassar o grupo e chegar aos oito melhores do mundo, o que já é um prestígio. Depois, pensar na final-four, onde já sabemos do nível altíssimo de rivais.


Em 2011/12, o Benfica quebra um hiato de 14 anos sem o título de campeão. Valter esperou oito épocas e fala da alegria. Troféus internacionais colmatam a pecha da Seleção.

FC Porto era dominador quando chegou.
-O Benfica estava em reestruturação. Equacionou-se o fim da modalidade. Viemos cinco do Paço de Arcos, sabíamos que com uma equipa jovem iria ser complicado. Tínhamos esse desafio de colocar o Benfica no sítio onde já tinha estado. Nos primeiros cinco anos estivemos presentes em finais de campeonato, mas acabávamos por não conseguir.

Sentiram a pressão?
-Não correspondemos com resultados e isso era frustrante, mas acabou por dar frutos ao longo do tempo.

Como foi ser nomeado subcapitão ao chegar ao clube?
-Tinha a personalidade para liderar. Mariano Velazquez era o capitão, mas foi sempre natural... Já capitaneara no Paço de Arcos e nas seleções.

O primeiro título foi o mais especial?
-Temos a ambição de podermos ser campeões nacionais no nosso clube. Ganhámos uma Taça e depois o campeonato marcou-me muito. Depois, as duas Ligas Europeias. O Benfica nunca tinha ganho um título europeu.

O pior momento é o golo anulado ao João Rodrigues que tirou o título em 2017?
-Foi mau, mas os primeiros cinco anos foram piores. O grupo virou-se para dentro e saiu mais forte.

Nunca quis sair do clube?
-Há muitos anos houve uma abordagem, mas não tive essa necessidade. Andei na Seleção Nacional muitos anos e tenho essa pecha na carreira, de não ter ganho [Euro"2016]. Colmatei com os títulos internacionais pelo Benfica.

Fonte/Foto- Jornal “O Jogo”