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Jorge Lucas, um dos melhores árbitros de sempre de hóquei em patins a residir na Madeira, entende que a continuidade do CF Carvalheiro nas competições nacionais, aliado ao projecto de iniciação que pretende desenvolver, é muito importante para a modalidade e acusa a Direcção da Associação de Patinagem da Madeira de “ignorância, má fé, desrespeito e falta de interesse”.

O ex-árbitro internacional de hóquei em patins, Jorge Lucas, é mais uma voz que se levanta a favor do CF Carvalheiro neste processo rocambolesco que pretende colocar em causa a continuidade da sua equipa principal nas competições nacionais. “Se é muito estranho que a Federação tenha alterado o regulamento em pleno período de inscrições, já o facto da Associação ter excluído o Carvalheiro revela ignorância, má fé, desrespeito e falta de interesse da própria pela modalidade”, considera.

Para Jorge Lucas, reconhecido como um dos melhores árbitros de sempre da modalidade a residir na Madeira, “o hóquei em patins só tem a ganhar com a continuidade do CF Carvalheiro na 3.ª Divisão Nacional, a par do projecto que o clube pretende desenvolver na formação”. Na sua opinião, “a atitude deste elenco directivo demonstra que, ao fim destes longos anos, que já são demasiados, não aprenderam nada pois continuam a prejudicar e a atentar contra a modalidade, repetindo erros que, no passado, contribuíram para o desaparecimento de clubes, como Estrela da Calheta, CDR Santanense, Hóquei Clube da Camacha, STEDA, entre outros”.

Aproveitando o ensejo para abordar o sector da arbitragem, Jorge Lucas diz que “é difícil avaliar algo que praticamente não existe, pois o único árbitro habilitado sem ligação clubística desta Associação é o Nuno Catanho, sendo que os outros, para além de muito poucos, estão ligados a clubes, o que não abona nada a favor do distanciamento que a função exige”. Por isso, e em jeito de conclusão, constata que “a inércia desta Direcção é visível a todos, pelo que é tempo da APM ser dirigida por quem realmente percebe, gosta e se dedica às disciplinas ou modalidades que a englobam, não esquecendo que o excesso de tempo no poder patrocina vícios”.

Fonte: CF Carvalheiro

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